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::Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro ::JORNALISTA SÓ DESCANSA QUANDO MORRE: Lá se foi Geneton, aos 60 anos ::Confira a agenda desta terça-feira dos candidatos a prefeito de Monteiro ::Moeda comemorativa de R$ 1 dos Jogos Olímpicos pode valer até R$ 100 ::As charges do dia… ::Líderes partidários tentam antecipar votação de processo contra Cunha ::PREPARE O BOLSO: Conta de luz vai ficar mais cara com bandeira amarela e reajuste ::Ubam volta a defender a municipalização da aquisição e manutenção da energia ::Prosseguem inscrições para o V Simpósio Instituições e Gestão Pública na UFCG ::PRATA: Mais de 2 mil pessoas prestigiam inauguração do comitê de Júnior e Jucir Malves Supermercados

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

Uma multidão prestigiou e participou ativamente da caminhada realizada pela candidata à prefeita Lorena de Dr. Chico (PSDB) no Bairro do Conjunto Mutirão, em Monteiro, na noite desta segunda-feira (22).

O evento contou com a participação da candidata da situação à Prefeitura de Monteiro, do candidato à vice em sua chapa Celecileno Alves, candidatos a vereadores, além da presença da atual Presidente do diretório municipal do PSDB, Edna Henrique, Prefeita do município, e do Deputado Estadual e Vice Presidente da Assembléia Legislativa do estado, João Henrique.

A participação popular foi o ponto alto do encontro. A caminhada percorreu toda a avenida principal que recentemente recebeu obras de pavimentação, no bairro que por sinal está sendo totalmente calçado.

Durante o dia, a candidata também realizou visitas aos moradores onde foi muito bem recebida e ouviu diversas sugestões e pedidos de outras melhorias para o bairro.

“É isso que pretendemos fazer aqui. Dar continuidade a um governo que foi o que mais trabalhou por este bairro em toda sua história”, disse Lorena de Dr. Chico.

“Nosso governo deu uma nova roupagem ao Conjunto Mutirão, que hoje conta com uma moderna e equipadíssima escola que é a Adalice Remígio. Conta com uma quadra poliesportiva que está sendo coberta, além de um ginásio poliesportivo que será o maior do Cariri”, lembrou Lorena

“Temos a obra do calçamento, teremos a melhoria da infra estrutura e da qualidade de vida, e é pra dar continuidade a estas obras e fazer muito mais pelo Conjunto Mutirão que ouvimos todos os pleitos da população do bairro e agradecemos este carinho maravilhoso que nos dá um combustível para seguirmos trabalhando forte pelo bem da nossa terra”, concluiu.

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JORNALISTA SÓ DESCANSA QUANDO MORRE: Lá se foi Geneton, aos 60 anos

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

O jornalista e escritor Geneton Moraes Neto morreu nesta segunda-feira (22) no Rio, aos 60 anos, vítima de um aneurisma na artéria aorta. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da cidade, desde maio. Deixa a viúva, Elizabeth, três filhos, Joana, Clara e Daniel, e quatro netos, Beatriz, Dora, João Philippe e Francisco.
Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Geneton era um apaixonado pelo exercício da reportagem, função que ele afirmava ser a “realmente importante” no jornalismo.

Começou no jornalismo impresso, no Diário de Pernambuco, depois foi para a sucursal Nordeste do Estado de S. Paulo, sempre como repórter. Passou uma temporada em Paris, onde trabalhou como camareiro, motorista e estudou cinema na Universidade Sorbonne.

De volta ao Brasil, foi editor e repórter da Rede Globo Nordeste e depois na Rede Globo Rio.

Foi editor executivo do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, correspondente da GloboNews e do jornal O Globo em Londres, repórter e editor-chefe do Fantástico. Na GloboNews desde 2006, estava à frente do programa Dossiê. Em agosto de 2009, estreou um blog no G1, que manteve atualizado até abril de 2016.

Geneton também era escritor: publicou oito livros de reportagem e entrevistas. E seguiu o caminho dos documentários, o mais recente sobre Glauber Rocha.

Pernambucano, nasceu, como gostava de enfatizar, “numa sexta-feira 13 [de julho], num beco sem saída, numa cidade pobre da América do Sul: Recife”. Saiu do referido beco sem saída para ganhar o mundo fazendo jornalismo. Seus primeiros passos na profissão foram aos 13 anos de idade, escrevendo artigos amadores para o “Diário de Pernambuco” onde, poucos anos depois, conseguiu seu primeiro emprego.

Geneton entrevistou seis presidentes da República, três astronautas que pisaram na Lua, os prêmios Nobel Desmond Tutu e Jimmy Carter, os dois militares que dispararam as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, a mais jovem passageira do Titanic e o assassino de Martin Luther King, entre muitos outros personagens históricos.

Guardava as fitas brutas de todas as suas entrevistas. Parte delas ele enviava para o Centro de Documentação da Globo, outra guardava em casa.

“Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”, afirmou o jornalista em depoimento ao Memória Globo.

Em 2010, ao receber o prêmio Embratel de jornalismo, Geneton publicou em seu blog “pequena carta aos que gastam sola de sapato fazendo Jornalismo”. Escreveu que “fazer Jornalismo é saber que existirá sempre uma maneira atraente de contar o que se viu e ouviu” e outros lemas (leia abaixo a íntegra).

Além de reportagens, Geneton Moraes Neto publicou diversos livros, dentre eles “Hitler/Satalin: o Pacto Maldito”, “Nitroglicerina Pura”, “O Dossiê Drummond: a Última Entrevista do Poeta”, “Dossiê Brasil”, “Dossiê 50: os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro”, “Dossiê Moscou, “Dossiê História: um repórter encontra personagens e testemunhas de grandes tragédias da história mundial” e “Dossiê Gabeira”.

O jornalista também produziu documentários como o “Canções do Exílio”, exibido no Canal Brasil, com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé, sobre o período em que moraram em Londres, e “Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças”, que reúne entrevistas que ele gravou nos 20 anos de convivência com o jornalista Joel Silveira, um dos maiores repórteres brasileiros.

Em 2012, Geneton recebeu a Medalha João Ribeiro concedida anualmente pela Academia Brasileira de Letras (ABL) a personalidades que se destacam na área de cultura.

Globo

Confira a agenda desta terça-feira dos candidatos a prefeito de Monteiro

Moeda comemorativa de R$ 1 dos Jogos Olímpicos pode valer até R$ 100

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

Quanto vale uma moeda de R$ 1? Essa pergunta parece óbvia, né? Mas dá uma olhada aí na sua carteira porque você pode estar carregando um bom dinheiro! É que milhões de moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos estão circulando no país. E algumas valem até R$ 100.

O valor impresso é R$ 1. Mas tem gente pedindo muito mais do que isso pela moeda. Um exemplar com a bandeira olímpica é a mais rara, mais difícil de ser encontrada. Nos sites de venda na internet, o preço pode chegar a R$ 100. O curitibano José Eduardo não precisou pagar nada, foi pura sorte: “Fui comprar um refrigerante e, de troco, veio a bandeira. Estava no caixa da menina”.

São mais de 200 milhões de moedas com desenhos olímpicos espalhadas pelo país. Natação, vela, canoagem, futebol. Os mascotes Tom e Vinícius também podem ser encontrados.

Em Natal, o preparador físico Ricardo guarda duas como se fossem troféus – nem pensa em vender: “É como se fosse uma recordação. Da Olimpíada que eu não pude estar presente para torcer pelo Brasil”.

Mas tem gente ganhando uma grana com isso. Em São Carlos, no interior de SP, Robert está vendendo o álbum completo por R$ 200, mas não revela quanto já faturou. “Para contar assim, a gente não chegou a contar quanto, mais ou menos, quanto foi”.

Em Salvador, uma papelaria está com o comércio aquecido. Os funcionários nunca prestaram tanta atenção às moedas de R$ 1 como agora. Eles começaram a colecionar há pouco tempo e já conseguiram juntar 133 moedas olímpicas. O lote já foi anunciado na internet, só está esperando pelos colecionadores. “Eu fiz uma promessa de dividir [o lucro da venda] entre os funcionários, né? Porque eles estão colaborando também, pegando as moedas, e não deixando perder nenhuma”, diz o dono do estabelecimento.

Líderes partidários tentam antecipar votação de processo contra Cunha

PREPARE O BOLSO: Conta de luz vai ficar mais cara com bandeira amarela e reajuste

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

A tarifa das contas de luz vai voltar a subir a partir do mês de setembro. A informação é do Conselho de Consumidores da Energisa Paraíba (CCEPB), órgão regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para fiscalizar o serviço prestado pela concessionária. O aumento deve ser estabelecido com a volta da bandeira amarela.

Segundo o conselho, nesta semana, a Anatel vai anunciar o índice anual de reajuste tarifário da Energisa Paraíba e comunicar a volta da bandeira amarela, que ocorre devido à falta de chuvas nas regiões das usinas geradoras e o aumento do consumo de energia em todo o Brasil.

Segundo o presidente do CCEPB, Luiz Carlos Carvalho, o aquecimento da economia e o aumento do consumo previstos pelo Governo Federal forçarão o acionamento das usinas termelétricas, que produzem energia mais cara e poluente.

Entenda a sistema de bandeiras tarifárias

As bandeiras funcionam como um semáforo de trânsito – com as cores verde, amarela e vermelha – para indicar as condições de geração de energia no país. Por exemplo, quando a conta de luz vier com a bandeira verde, significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos, portanto, a tarifa de energia não terá acréscimo.

Se vier com a bandeira amarela, é sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando. Nesse caso, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com o maior acionamento de termelétricas, e haverá um adicional de R$ 3 a cada 100 kWh.

A cobrança pelo sistema de bandeiras tarifárias é dividida por subsistemas, o que quer dizer que os consumidores de estados do Sul podem pagar um valor diferente daqueles que moram mais ao Norte do país. No entanto, a bandeira aplicada mensalmente será a mesma para todas as distribuidoras de cada subsistema.

Ubam volta a defender a municipalização da aquisição e manutenção da energia

leonardosantanapequena2O presidente da União Brasileira de Municípios (Ubam), Leonardo Santana, garantiu hoje que já estão sendo formados os Consórcios Energéticos dos Municípios, em todas as unidades federativas do Brasil, com o objetivo de tornar pública a compra, distribuição e manutenção dos serviços da energia elétrica em todo país.

Segundo ele, a formação dos consórcios começou no ano passado, depois que foram divulgados os índices de lucros abusivos das concessionárias e distribuidoras de energia elétrica, mostrando-se necessário que se cumpra à legislação que determina a municipalização do serviço, garantindo às prefeituras uma desoneração em torno de 47% dos valores atualmente praticados pelas concessionárias.

O dirigente municipalista lamentou a falta de coragem e de determinação de grande parte dos gestores públicos que, segundo ele, preferem enriquecer cada vez mais as multinacionais que são representadas no Brasil pelas companhias distribuidoras de energia, podendo adquirir, através dos consórcios, a energia diretamente na Chesf, evitando a ação predatória das chamadas “atravessadoras”, como se fosse num mercado público, que ganham milhões em lucros, enquanto os municípios estão se quebrando a cada mês.

“Ora, pra se ter uma idéia do absurdo, a Energisa, que costuma pagar “esmolas” a alguns jornais para que estes dados não sejam divulgados, encerrou o primeiro trimestre de 2015 com o lucro de R$ 276,7 milhões, só no Estado de Minas Gerais, um crescimento de 268% nos seus lucros, em relação ao ano de 2014”.

“Na Paraíba, um Estado pobre e em plena crise econômica que afeta a população, a mesma companhia teve um lucro, só em 2015, em torno de R$ 119 milhões, demonstrando assim que ela praticamente recebeu a Saelpa de graça, durante o nefasto processo de privatização, que entregou o “ouro da coroa” nas mãos da elite podre”.

Leonardo destacou que a energia elétrica é um bem de consumo necessário à existência e manutenção da população, que pagou a construção das hidroelétricas, e que não pode ser comercializada como se fosse objeto de luxo, já que até com lixo se gera energia elétrica, sem falar na energia renovável.

Ele garantiu que os Consórcios Energéticos serão entes públicos, pois serão formados pelos municípios e poderão inclusive cobrar o “uso do solo” as concessionárias que mantêm postes e cabos por onde é distribuída toda energia, já que esses postes também são locados a várias empresas de telefonia e internet e TV a Cabo, sem que sejam repassados os devidos impostos aos municípios.

“Em Janeiro de 2017, depois que empossarem os prefeitos eleitos e os reeleitos, estaremos reunindo todos eles, em cada Estado, para que os Consórcios sejam devidamente registrados e possamos fazer uma revolução nessa matéria que envolve o lucro abusivo e a deficiência econômica e financeira dos municípios”.

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LUIZ DE CAZUZA

É OURO!: Brasil bate Itália no vôlei e volta ao topo olímpico após 12 anos

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A volta no tempo estava programada para 2004. Era aquela cor de medalha que o Brasil queria repetir. Remanescente da geração de Atenas, Serginho, de 40 anos, foi convencido a deixar a aposentadoria e emprestar um pouco daquele espírito à seleção da Rio 2016. Depois de fazer fila, de ter derrubado na Liga Mundial, em meados de julho, todos os rivais que estariam no torneio olímpico (só perdeu o título para a não classificada Sérvia), a equipe parecia estar apta a cumprir a missão depois do quase em Pequim 2008 e Londres 2012. Até inesperada mudança de rumo. As derrotas para os EUA e para a Itália a empurraram para a parede. A queda na primeira fase e a chance de ficar em nono lugar, igualando a pior campanha de 1968, existiam. Mas veio a reação. França, Argentina e Rússia caíram na sequência. Faltavam só os italianos. O grand finale estava reservado para um Maracanãzinho lotado. Doze anos depois. Neste domingo, a seleção mostrou quem mandava ali. Se impôs e fez a torcida lembrar dos velhos e bons tempos com a vitória por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 26/24).

As medalhas douradas de Barcelona 1992 e Atenas 2004 ganharam companhia. O resultado pôs fim também a um longo e incômodo jejum. Até então, o último título havia sido conquistado no Mundial da Itália, em 2010. Nos últimos quatro anos, a seleção foi mudando a sua cara. Já não tinha mais Giba, Dante, Rodrigão e Ricardinho. Foi preciso apostar em novos nomes. Lucarelli apareceu para preencher uma lacuna e tanto, Wallace cresceu. Bernardinho dizia que a geração não era talentosa como a anterior, mas tinha condições de brigar. Na reta final, perdeu a experiência de Sidão e Murilo, cortados por lesões. Sofreu ainda com problemas físicos de Maurício Souza, Lipe e Lucarelli ao longo dos Jogos. E mesmo remendado, o time chegou. Fez valer seu histórico com o técnico no comando. Em 16 temporadas, após mais de 40 torneios, jamais ficou fora de um pódio em Mundiais e Olimpíadas. Só não ganhou medalhas três vezes, nas Ligas de 2008, 2012 e 2015.

A partida marcou a despedida do líbero Serginho, que agora segue carreira apenas no clube. Com o quarto pódio em quatro edições, ele sai de cena como o maior medalhista olímpico da história do Brasil em esportes coletivos.

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Brasil vence a Alemanha e é campeão do futebol masculino na Olimpíada

Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro Multidão participa de caminhada de Lorena de Dr. Chico e Celecileno, em Monteiro

Foi o ouro da redenção. Depois de empate por 1 a 1, o Brasil venceu Alemanha nos pênaltis por 5 a 4 e conquistou o inédito título de campeão no futebol na Olimpíada. Foi de Neymar a última cobrança, depois da bela defesa do goleiro Weverton no chute de Petersen, a única falha alemã na partida. O camisa 10 marcou, o Maracanã explodiu e ele desabou ali mesmo, na marca do pênalti. Chorou muito, foi abraçado por todos os jogadores e desabafou na saída de campo: “É uma das coisas mais felizes que aconteceram na minha vida. Agora vão ter que me engolir”, disse à Globo. O choro e o desabafo foram resultado de uma pressão enorme que Neymar carregou nas costas. Apesar disso, ele foi decisivo. Marcou o primeiro gol do jogo, em cobrança perfeita de falta no primeiro tempo. E, no final, teve frieza para acertar a última cobrança e amenizar um pouco a dor do 7 a 1, ainda tão presente na vida dos brasileiros.

A vitória foi suada. A Alemanha mandou duas bolas no travessão no primeiro tempo. Apesar de não contar com os grandes jogadores que fazem da seleção principal uma das melhores do mundo, o país mostrou que dá trabalho até com um time C. Impecável na parte tática e com um esquema de jogo bem definido, como sempre, os visitantes dominaram os 45 minutos iniciais da partida. Logo aos 11 minutos, mesmo tempo do primeiro gol alemão no 7 a 1, uma bola no travessão de Weverton deixou os brasileiros confusos: ou aquilo significava que maldição da pior derrota da história do futebol brasileiro estava acabada ou aquele susto seria apenas o primeiro de muitos em um jogo que não teria um bom desfecho para os donos da casa. A dúvida durou até os 26 minutos, quando Neymar acertou cobrança de falta no ângulo de Horn e colocou o Brasil em vantagem: 1 a 0.

A seleção brasileira levou mais dois sustos na primeira etapa. Weverton fez grande defesa em chute de Meyer aos 31 e, aos 34, Bender acertou novamente o travessão brasileiro. A vantagem no placar na saída do intervalo era um bom indício: estava claro que seria um dia bem diferente daquele 8 de julho de 2014 no Mineirão.

O segundo tempo, porém, trouxe à tona os fantasmas do 7 a 1 logo aos 13 minutos, quando Meyer recebeu na área e empatou o jogo. “Pronto, o Brasil já fez a parte dele, agora só faltam 6 da Alemanha”, diziam comentários nas redes sociais. Só que o cansaço começou a bater nas duas equipes, que se alternavam no ataque. Os alemães jogavam melhor, e os brasileiros jogavam fora as boas oportunidades que criavam. Gabriel Jesus caiu sentindo cãibras aos 40 minutos, num indício de que a prorrogação já não era uma alternativa ruim diante do esgotamento físico dos jogadores.

Vieram então os 30 minutos da prorrogação, que não foram suficientes para evitar a temida decisão por pênaltis, que deixou os brasileiros no Maracanã ainda mais apreensivos. A torcida não estava confiante, mas qualquer derrota àquela altura já era lucro frente à Alemanha. Um dos atores principais do último ato da final era o goleiro brasileiro Weverton, que estava no centro do mundo naquele momento depois de ter sido chamado às pressas para o lugar do experiente Fernando Prass, machucado. Instável nos primeiros jogos, Weverton foi criticado mas contou com o apoio do técnico Rogério Micale, que o manteve na equipe. E, na hora certa, o jogador do Atlético-PR brilhou. Ginter, Gnabry, Brandt e Sule acertaram suas cobranças pela Alemanha. Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha e Luan também foram perfeitos. Petersen, porém, na quinta e última batida, parou em Weverton. Restava a Neymar confirmar o título inédito. E ele acertou.

No fim, o sábado foi um dia de recomeço para o futebol brasileiro. Weverton passou de goleiro inseguro a herói nacional. Neymar deixou para trás a desconfiança que pairava sobre sua cabeça e deu ao país o único título que faltava no futebol. E a Alemanha, no palco do Maracanazzo, deixou de ser apenas uma memória terrível na cabeça dos brasileiros.

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