::Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos ::Assembleia também emite nota de pesar pelo falecimento de Ariano Suassuna ::‘Maior legado é o carinho’, diz filha de Ariano ::Justiça Federal condena ex-prefeito de Prata por improbidade administrativa ::Prefeitura de Ouro Velho já antecipou os salários de julho dos funcionários ::Fãs acordam cedo para se despedir de Ariano Suassuna, no Recife ::Ricardo homenageia escritor Ariano Suassuna em encontro de lideranças ::As charges do dia… ::Ricardo cancela agenda em virtude da morte de Ariano Suassuna ::Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna Prefeitura de Prata

Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos

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Assembleia também emite nota de pesar pelo falecimento de Ariano Suassuna

luto2A Assembleia Legislativa da Paraíba lamenta a morte do romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta paraibano Ariano Suassuna. A Casa de Epitácio Pessoa decretou luto oficial por três dias.

Ariano orgulhou a Paraíba e todo o Brasil, com sua paixão pela cultura nordestina e a sua rica e extensa obra. O legado de Ariano nunca será esquecido pelos brasileiros.

Ele foi, sobretudo, um homem apaixonado pelo país. O Brasil fica mais pobre com a sua partida e sem os seus ensinamentos.

O corpo de Ariano está sendo velado no Palácio Campo das Princesas, no Centro de Recife, até as 15h desta quinta-feira (24). O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

O escritor estava internado desde a última segunda-feira (21), na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Português. Foi submetido a uma cirurgia após sofrer um acidente vascular cerebral do tipo hemorrágico.

'Maior legado é o carinho', diz filha de Ariano

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Justiça Federal condena ex-prefeito de Prata por improbidade administrativa

Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos

O ex-prefeito do município de Prata, Marcel Nunes, foi condenado pela Justiça Federal, pelo ato de improbidade administrativa. A condenação se deu por conta da não prestação de contas de recursos recebidos para atender ao Programa Nacional de Transporte Escolar – PNATE (exercício 2009). Cabe recurso da decisão.

Trata-se de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em face de Marcel Nunes de Farias, imputando a este a conduta prevista no artigo 11, inciso VI, da Lei 8.429/92. Sustenta o Ministério Público Federal que, tendo sido repassado recursos à Prefeitura Municipal de Prata para atender ao Programa Nacional de Transporte Escolar, o réu, na qualidade de gestor, não observou a obrigação legal de prestar contas dos recursos recebidos.

Intimado para se manifestar acerca dos documentos juntados pelo município de Prata, o FNDE informou que a prestação de contas do município, referente ao exercício de 2009, foi encaminhada e recebida pelo concedente dos recursos em 27/09/2012. Informou, ainda, que o atraso motivou a suspensão dos repasses dos recursos de 2010 a 2012, tendo sido pagas apenas as duas primeiras parcelas de 2010.

Porém, o Ministério Público Federal, manifestando-se acerca dos documentos apresentados pela edilidade de Prata e pelo FNDE, reafirmou os termos da inicial, sustentando que “embora o inciso VI, do art. 11, da Lei 8.429/92 não estipule prazo para a prestação das contas, considerar que a sua apresentação a qualquer momento seria suficiente para descaracterizar o ato ímprobo esvaziaria o conteúdo da norma”. O órgão ministerial defendeu, ademais, a tese segundo a qual o fato da prestação de contas ter ocorrido após o ajuizamento da presente ação é um indicativo de má-fé do ex-prefeito e ora réu Marcel Nunes de Farias. O número do Processo é: 0001627-78.2012.4.05.8201.

Prefeitura de Ouro Velho já antecipou os salários de julho dos funcionários

Fãs acordam cedo para se despedir de Ariano Suassuna, no Recife

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O corpo do dramaturgo Ariano Suassuna está sendo velado, na manhã desta quinta-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual na capital pernambucana. O velório, iniciado por volta das 23h30 da última quarta (23), ficou aberto durante toda a madrugada, com parentes, amigos e fãs se despedindo. Área em frente ao Palácio foi interditada para os carros, prevendo a circulação do público ao longo do dia.

Antes das 7h desta quinta, muita gente já passava pelo local, a caminho do trabalho, para homenagear o mestre. Logo cedo, o movimento estava tranquilo. O caixão foi coberto por bandeiras do Sport, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de Pernambuco e do Brasil.

Trabalhando no bairro de Casa Forte, o auxiliar administrativo Maycon Anacleto acordou mais cedo para ir ao velório. “Ele foi um grande homem. Sempre gostei dos livros dele e dos filmes que fizeram. Ele não nasceu em Pernambuco, mas era pernambucano”, acredita Anacleto.

Trabalhando como operador de telemarketing no Centro do Recife, Félix Gomes fez questão de ir cedo também. “Ele é uma lenda da literatura brasileira. Vai fazer muita falta, principalmente para quem gosta da boa literatura”, afirma.

Os torcedores do Sport, time do coração de Ariano, também fizeram questão de comparecer e recordar o torcedor pé quente. “Hoje a torcida fica triste. Eu lembro dele na final da Copa do Brasil, quando fomos campeões. Ele dava sorte ao Sport”, acredita o auxiliar de estoque Ricardo Ramos.

A noite foi longa para os fãs do escritor, como o garçom Severino Júnior. Ele ficou sabendo da morte pela internet e passou no Palácio pela manhã para o velório. Fez questão de ir coberto com a bandeira do Sport. “Mal consegui dormir direito. Perdemos Dominguinhos, Reginaldo Rossi, agora Ariano, são três grandes artistas da terra”, diz emocionado.

O estudante Manoel Aleixo, de 18 anos, chegou cedo, também vestido com uma camisa do time. Cordelista há três anos, Manoel diz que Ariano Suassuna foi sua maior inspiração – tanto é que trouxe para o velório uma edição do romance “Fernando e Isaura”, que começou a ler na semana passada. “Comecei a ler, e vim lendo pelo caminho hoje. Sou cordelista e Ariano foi minha grande inspiração. Ele foi, sem dúvidas, o maior defensor da cultura popular brasileira, é um artista insubstituível”, diz. O estudante, que lê a obra de Suassuna desde os 12 anos, conta que fez da arte do cordel uma maneira de expressar toda o sentimento de gratidão ao artista. “É como falei num poema que escrevi ontem. Ariano não morreu. Se eu quiser me encontrar com ele, eu pego um livro e leio, ele vai estar lá e nunca vai morrer, porque artistas assim não nos deixam, eles realmente ficam no nosso coração”, fala.

A assistente de departamento pessoal Rosana Bernardo aproveitou a chance que teve antes de ir pro trabalho para prestar homanagens a Ariano. “Ele teve muita bravura nessa fase. Tem muitas obras dele que não conheço, mas outras tenho familiaridade, como o “Auto da Compadecida”. A gente é muito deficiente às vezes de cultura, e hoje quem nos deixa é um grande representante da cultura de pernambuco”, comenta.

Ariano morreu às 17h15 da quarta (23), vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) no Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

O corpo começou a ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, ainda na noite de quarta (23). Por volta das 22h55, o caixão foi recebido por familiares, amigos e políticos, que participaram de uma celebração religiosa. Na porta do Palácio, a fila de admiradores começou a se formar por volta das 23h.

A previsão é que o velório aconteça durante toda o dia e só termine às 15h desta quinta (24). O corpo será enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife, por volta das 16h.

Ricardo homenageia escritor Ariano Suassuna em encontro de lideranças

Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos

O governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição, prestou uma homenagem ao escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, durante encontro de lideranças no Brejo paraibano, realizado na noite desta quarta-feira (23), em Guarabira.

Em seu discurso, Ricardo pediu uma salva de palmas, em substituição a um minuto de silêncio, para celebrar a existência “desse grande paraibano, escritor, dramaturgo e presidente de honra do PSB, que não tinha medo de ser o que é nem tinha duas caras”. Em sua conta no twitter, Ricardo postou “Força e Luz, Zélia. O que fica é o agradecimento de tanta gente por uma existência tão iluminada”.

Ariano Suassuna dizia o que pensava e lutava com todas as forças para realizar o que acreditava seja na literatura, nas artes e na política. “Pessoas como ele são essenciais, importantes, porque a política precisa de Homens e Mulheres com coerência e lealdade e não pode se transformar num balcão de negócios. O mestre fará muita falta”, declarou Ricardo Coutinho.

Quando prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho homenageou Ariano Suassuna com uma escultura assinada pelo artista Miguel dos Santos no Parque Solón de Lucena e assinou o decreto criando uma ação cultural denominada “Ano Cultural” no âmbito da Secretaria de Educação tendo o “Ano Cultural Ariano Suassuna”, como o primeiro da série.

Nesta quinta-feira (24), o governador Ricardo Coutinho comparecerá ao velório do escritor paraibano que será realizado em Paulista- PE. Nesta quinta o governador Ricardo Coutinho assinou decreto que será publicado no Diário Oficial do Estado instituindo luto oficial de três dias em decorrência do falecimento do paraibano.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), no dia 16 de junho de 1927, filho de Cássia Vilar e do ex-governador João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no Sertão, na Fazenda Acauã, em Aparaceida.

Com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

Dentre as obras antológicas Uma mulher vestida de Sol, (1947);o Auto da Compadecida (1955), Farsa da boa preguiça, (1960) e os romances A Pedra do Reino. Também foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco no governo Eduardo Campos.

Ricardo cancela agenda em virtude da morte de Ariano Suassuna

arianosuassunaO candidato à reeleição pela coligação “A Força do Trabalho”, Ricardo Coutinho, cancelou as agendas da manhã e tarde desta quinta-feira (24) em virtude da morte do escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, de 87 anos, ocorrida às 17h15 dessa quarta-feira, no Real Hospital Português, em Recife. Ricardo vai prestar as últimas homenagens ao paraibano, que esta sendo velado no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano.

“Ariano Suassuna, assim como tantos notáveis escritores de nossa terra, a exemplo de Augusto dos Anjos e José Américo de Almeida, soube polir o orgulho da Paraíba em tons armoriais. Enquanto prefeito da capital paraibana, tivemos a oportunidade de homenageá-lo em vida, erguendo no Parque Solon de Lucena um monumento, em referência a uma das mais distintas obras deste combatente guerreiro”, disse Ricardo.

Ricardo Coutinho lamentou a morte do paraibano, que foi durante toda a vida um importante pensador da cultura nacional e mentor do Movimento Armorial. “Manifestamos o mais profundo sentimento de pesar e solidariedade, pela perda irreparável do nosso Dom Quixote das cantigas, mestre Ariano Suassuna, cuja passagem espiritual deixa triste nossa alma, embora infle a atenuante vela da história”, lamentou.

Durante a madrugada desta quinta-feira, pelas redes sociais, Ricardo Coutinho prestou solidariedade à família do dramaturgo e escritor paraibano. “Força e Luz, Zélia. O que fica é o agradecimento de tanta gente por uma existência tão iluminada”, disse Ricardo.

Ariano Suassuna deixa a mulher Zélia, com quem foi casado por 56 anos, cinco filhos e 15 netos. O enterro está previsto para a tarde desta quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz.

Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna

Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos Coligação de Ricardo Coutinho convoca coletiva urgente para denunciar fatos

Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. “O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana”.

O velório do corpo do escritor começa ainda esta noite, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A partir das 23h, será aberto o acesso do público ao local. O enterro está previsto para a tarde de quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Internamentos
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.

Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Na noite de segunda-feira (21), Ariano Suassuna deu entrada no hospital e foi operado após o diagnóstico do AVC. A cirurgia foi para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça, o quadro dele se agravou, devido a “queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”, conforme foi informado em boletim.

Ativo até o fim
Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra”, disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada. Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.

No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.

Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Obra
A primeira peça do escritor, “Uma mulher vestida de sol”, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, “O Auto da Compadecida”, em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.

O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de “A pedra do reino”.

Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.

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Cássio lamenta morte de Ariano Suassuna

ariano1Tão logo foi informado da morte do escritor paraibano Ariano Suassuna, no final da tarde desta quarta-feira, 23, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador pela Coligação ‘A Vontade do Povo´, emitiu nota de pesar e lamentou o falecimento de um dos mais notáveis, autênticos e geniais intelectuais do Brasil.

- Tive o privilégio de conhecer Ariano Suassuna e dele levarei sempre a imagem de um homem imbuído na missão de levar a cultura e o jeito de ser paraibano ao mundo – destacou Cássio.

Em várias oportunidades, ao longo de sua vida pública, Cássio Cunha Lima esteve com Ariano Suassuna e sempre fez questão de reverenciar o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro, que tinha orgulho de dizer ter sido o único ser humano a nascer no Palácio da Redenção. Ele era filho do ex-governador João Suassuna.

No aeroporto João Suassuna, em Campina Grande, aliás, Cássio inaugurou um grande painel em homenagem a Ariano e sua obra. A escolha do aeródromo que leva o nome do seu pai emocionou o escritor paraibano.

Meteorologia prevê temperatura de 17ºC e chuvas passageiras no Cariri

friosumeAs regiões do Cariri e Curimataú terão uma variação térmica de 13ºC nas próximas 24 horas. A previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) é de que a temperatura máxima de 30ºC ocorra no início da tarde desta quarta-feira (23) e a mínima, de 17ºC, durante a madrugada desta quinta-feira (24).

A análise meteorológica também indica possibilidade de chuvas fracas no Litoral, Brejo e Agreste. E tempo nublado no Sertão e Alto Sertão. “O deslocamento de nebulosidade baixa que ocorre do oceano Atlântico em direção à costa nordestina deixa o tempo de encoberto a parcialmente encoberto. No decorrer do dia, a nebulosidade fica variável com chuvas esparsas nas regiões do Agreste, Brejo e Litoral”, explicou a meteorologista da Aesa, Carmem Becker.

Confira a previsão detalhada para cada região:

Litoral
Nebulosidade variável com ocorrência de chuvas a qualquer hora do dia.
Max.: 29°C
Min.: 22°C

Brejo
Tempo instável com chuvas a qualquer hora do dia.
Max.: 26°C
Min.: 18°C

Agreste
Nebulosidade variável com ocorrência de chuvas esparsas no decorrer do período.
Max.: 28°C Min.:19°C

Cariri/Curimataú
Nebulosidade variável. Poderão ocorrer chuvas fracas e passageiras.
Max.: 30°C
Min.: 17°C

Sertão
Nebulosidade variável.
Max.: 33°C
Min.: 21°C

Alto Sertão
Nebulosidade variável.
Max.: 32°C
Min.: 19°C

As variações de tempo e temperatura na Paraíba são acompanhadas pelos técnicos do Governo do Estado no Centro de Gestão de Situações Críticas (também conhecido como Sala de Situação), em Campina Grande. Com o auxílio de estações meteorológicas instaladas em várias cidades, as condições climáticas são monitoradas em tempo real, o que possibilita – entre outras coisas – o conhecimento prévio de secas ou enchentes.

Outras informações sobre tempo e temperatura na Paraíba podem ser obtidas na internet, no site www.aesa.pb.gov.br ou pelo telefone 83-3310-6367.

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BRASIL: FINALMENTE, O POVO!

Por Zizo Mamede

zizomamedeInvariavelmente, na TV brasileira o povo brasileiro nunca aparece no papel principal, senão em produções caricaturadas, tipo Subúrbia, Pé na Cova, A Grande Família, a Escolinha do Professor Raimundo, etc. Alguns canais de TV têm programas diários que reproduzem brigas de família e outros “barracos” protagonizados por gente do povo. Também há certo vulto do povo nos programas “policiais”, cujo ingrediente é a violência espetacular.

Nestes últimos dias, após a Copa da Fifa, repentinamente o povo passou a ser ovacionado pelos magnatas da mídia nacional como o grande protagonista da bem sucedida “Copa das Copas”. – Que bom! A mídia oligopolizada rendeu-se ao obvio, reconhecendo a capacidade do povo brasileiro para grandes realizações.

Aquele discurso orquestrado pela grande imprensa acerca da Copa dos “caos” pretendia depositar no colo do governo Dilma Rousseff um propagandeado desastre da Copa 2014. Uma vez destruído pelos fatos, o discurso da catástrofe deu lugar à narrativa inédita do protagonismo do povo brasileiro.

De fato no período de 2010 a 2014, mulheres e homens do povo não só construíram e reformaram estádios, mas também obras de mobilidade urbana, aeroportos, hotéis e tantas outras atividades que incrementaram dezenas de bilhões de reais na economia e deixaram um legado, para além muito além do tempo da Copa do Mundo.

Porém, não é destes avanços materiais e econômicos que a grande mídia está falando quando exalta o povo, mas do jeito de acolher e da festa que a torcida brasileira fez, encantando, envolvendo e embalando um turbilhão de um sem número pessoas das várias nacionalidades que vieram ao Brasil por ocasião da festa máxima do futebol. – A grande mídia quando vê o povo positivamente, reproduz um estereótipo, o da cordial e festeira simpatia.

Cabe ressaltar, entre outras conjunções adversativas, que a grande imprensa nacional só encontrou essa embocadura do protagonismo do povo na “Copa das Copas” depois que os turistas, a imprensa internacional e os atletas que disputavam a Copa passaram a elogiar, surpresos, o país e o próprio evento catalisador de tantas alegrias. Nas palavras do jogador alemão Poldoski, “o Brasil perdera a Copa nos campos de futebol, mas ganhara a melhor de todas as copas pelo conjunto da obra”. – Não deu para a mídia continuar bancando o pessimismo.

Essa guinada da velha mídia oligárquica e de seus ventríloquos, que de repente descobrem do que o povo brasileiro é capaz de fazer bem feito, faz lembrar o que um dia escreveu Mario de Andrade lá no idos de 1920: “Só nos compreendemos quando os estranhos nos aceitam”.

Arquidiocese da Paraíba proíbe padres e religiosos na política

domaldo

Religião e política não se misturam mais na Paraíba. É o que garante a Arquidiocese da Paraíba, que emitiu uma nota, nesta terça-feira (22), onde proíbe a participação de padres e religiosos na política.

Confira:

Portaria na forma de Nota Normativa da Arquidiocese da Paraíba sobre:

a) Filiação de Clérigos em partidos políticos;

b) Disputas de Clérigos a cargos eletivos;

c) Participação de Clérigos em atividades político-partidárias, vinculados a cargos públicos remunerados, por identificação e por pertença partidária.

1. Considerando os fatos – remotos e recentes – referentes à filiação de Clérigos e de Religiosos a partidos políticos; – Considerando o fato de Clérigos e Religiosos disporem seus nomes para a candidatura e disputa a cargos eletivos; – Considerando o fato da participação efetiva de Clérigos e Religiosos em atividades político-partidárias, vinculadas a cargos públicos remunerados;

2. Considerando alguns Clérigos incardinados na Arquidiocese da Paraíba, ou que nela já exerceram seu ministério, embora hoje afastados, bem como a presença de Religiosos presbíteros que exercem na Arquidiocese da Paraíba o seu ministério, vinculados a Ordens Religiosas; – Considerando os rumores sobre Clérigos que se articulam com coligações partidárias para eventualmente se lançarem como candidatos, disputando cargos políticos na esfera federal, estadual ou municipal;

3. Considerando que, de forma precoce, são lançadas as campanhas eleitorais na esfera federal, estadual ou municipal, provocando questionamentos por parte de políticos, jornalistas, radialistas e fiéis – veiculados e repercutidos pelos meios de comunicação, solicitando respostas do Arcebispo, dando margens a interpretações diversas na opinião pública;

4. Considerando o que dispõe a Tradição e o que ordena o Magistério da Igreja a respeito da identidade sacerdotal, lavradas nas sábias e precisas Normas do Código de Direito Canônico; – Considerando as Diretrizes Pastorais emanadas pessoalmente pelo Papa emérito Bento XVI, por ocasião da “visita ad limina” dos Bispos do Regional NE 2 (Províncias Eclesiásticas de Natal, RN; Paraíba, PB; Olinda e Recife, PE e Maceió, AL) no dia 17 de setembro de 2009, bem como de Carta Normativa emanada aos 12 de dezembro de 2003 pelos Bispos das supracitadas Províncias Eclesiásticas (abaixo resumidas);

5. Preposto à Arquidiocese da Paraíba, tenho conhecimentos sobre a militância direta de padres e religiosos em política partidária – independentemente das observações em tela, eles assumem por conta própria o seu percurso histórico político-partidário. Como parlamentares sufragados, eles se sentem representantes de projetos e bandeiras que correspondem às expectativas de lideranças de movimentos populares.

6. Pela presente Nota Normativa, uma vez mais, de forma caridosa e fraterna, admoesto os Clérigos, esclarecendo o que a própria Igreja define, restringe e proíbe, conforme rezam os Cânones do Código de Direito Canônico:

a) Cânon 285 § 1 do CDC: “Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém a seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular”.

b) Cânon 285 § 3 do CDC: “Os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil”.

c) Cânon 287 § 1º do CDC: Os clérigos promovam sempre e o mais possível a manutenção, entre os homens, da paz e da concórdia fundamentada na justiça. – § 2º. Não tenham parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais (…).

7. O Papa emérito Bento XVI, aos 17 de setembro de 2009, dirigiu-se aos Bispos do Regional NE 2 nos seguintes termos:

“Na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum se entende a identidade específica – dos fiéis ordenados e dos leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir nas realidades temporais – inclusive através do empenho político – a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis. Assim poderão ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, nos religiosos e nos fiéis leigos – encorajando e vigiando, para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado”.

8. Em comunhão com os Bispos do Regional NE 2, evoco a Norma emanada aos 12 de dezembro de 2003 (data anterior a minha chegada à Paraíba), tomando posição frontalmente contrária à participação de padres em disputas e cargos políticos e partidários: “Os ministros ordenados em todas as Dioceses do Regional NE 2 estão proibidos de se filiar a partidos políticos, bem como se candidatar a cargos políticos eletivos, e de assumir cargos públicos que implicam participação no poder civil”.

“Aquele que, por decisão pessoal, não aceitar as normas eclesiásticas e decidir pleitear função política ou assumir cargos executivos que implicam participação no poder civil, estará suspenso, por suspensão “latae sententiae”, de acordo com o Cânon 1333 do CDC”.

“Ao se afastar do oficio eclesiástico, o ministro deve deixar em ordem a administração que lhe compete, ficando absolutamente vedado o uso dos meios dos quais a Paróquia ou a Diocese dispõe para atividades de propaganda ou de promoção da própria candidatura”.

“Esta determinação vigorará a partir do registro de sua candidatura na convenção do Partido e será válida em todas das Dioceses do Regional NE 2”.

9. Diante das determinações elencadas em caráter irreformável, na solicitude da missão de pastor, determino que:

a) Por quaisquer razões pessoais ou por motivos particulares, os clérigos já envolvidos em política partidária e que persistem na intenção de disputar e/ ou exercer cargos políticos estarão – “ipso facto” – suspensos do uso de Ordens na Circunscrição Eclesiástica da Arquidiocese da Paraíba.

b) É-lhes vedado o exercício do ministério presbiteral e quaisquer cargos eclesiásticos. São, portanto, impedidos de celebrar os Sacramentos – sobretudo a Celebração (ou a concelebração) da Eucaristia.

c) Eventualmente eleito, o Clérigo (padre ou religioso) continuará suspenso do uso de Ordem e de quaisquer funções eclesiásticas durante todo o período de mandato para o qual tenha sido eleito.

Constata-se que há pessoas ligadas tanto às pastorais quanto a movimentos populares, cuja tendência é agir como cabos eleitorais de alguns partidos políticos. Esses podem assumir projetos que por vezes são contrários aos valores e aos princípios defendidos pelo Direito natural e pela ética e moral cristã, por exemplo na questão do aborto, invasão de terra e casamento gay. Fica a orientação para que essas pessoas não tentem fazer da Igreja cabo eleitoral, confundindo os fieis.

Em profunda comunhão na Caridade com o Santo Padre e com os Bispos do Regional NE 2 da CNBB, no acatamento incondicional ao que determinam as Diretrizes Universais da Igreja, peço a anuência e a compreensão sobre o dever de fazer cumprir o que está determinado na presente Portaria.

João Pessoa, 21 de julho de 2014

Quadro clínico de Ariano Suassuna piora e situação é instável, diz boletim

ariano2Boletim médico divulgado na noite desta terça-feira (22) informa que houve um agravamento do quadro clínico do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, 87 anos, internado no Hospital Português, no Recife, desde a última segunda-feira (21). Segundo a nota, “a situação é instável, com queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”. Ele permanece internado na UTI neurológica, em coma e respirando com ajuda de aparelhos. O boletim divulgado às 20h é assinado pela neurocirurgiã Feliciana Castelo Branco.

Ainda na noite da segunda, o escritor passou por uma cirurgia para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Suassuna sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Não há previsão de alta.

No ano passado, Ariano Suassuna foi internado duas vezes. Na primeira ocorrência, em 21 de agosto, sentiu-se mal em casa e precisou ser hospitalizado. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias de internamento, com recomendação de repouso em casa e nenhuma visita.

Dias depois, foi levado ao hospital novamente – dessa vez, foi detectado um aneurisma cerebral. O escritor passou por um procedimento chamado arteriografia, capaz de tratar o aneurisma, saiu da UTI e foi levado para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Autor de “O auto da compadecida”, entre diversas outras obras, Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Sua primeira peça, “Uma mulher vestida de sol”, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948.

Tem contos e livros adaptados para a televisão e para o cinema. “O auto da compadecida” foi adaptado para a televisão em 1999, por Guel Arraes, enquanto “Romance d’a pedra do reino” e “O príncipe do sangue do vai-e-volta” deram origem à minissérie “A pedra do reino”, com direção de Luiz Fernando Carvalho, exibida na Rede Globo em 2007.

Ibope mostra Dilma com 38%, Aécio com 22% e Campos com 8%

dilmaaecioecamposPesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22) mostra Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, com 38% das intenções de voto para presidente da República. Em seguida, aparecem o senador Aécio Neves (PSDB), com 22%, e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), com 8%.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%.

Na pesquisa desta terça, Dilma, com 38%, tem um ponto percentual a mais que a soma de todos os outros candidatos (37%). Por isso, de acordo com o instituto, não está definido se haverá segundo turno.

O candidato do PSC, Pastor Everaldo, alcançou 3% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a pesquisa é a primeira do Ibope após o registro das 11 candidaturas a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último dia 5.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%

O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

Pesquisa espontânea

Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:

- Dilma Rousseff: 26%
- Aécio Neves: 12%
- Eduardo Campos: 4%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos: 17%
- Não sabe/não respondeu: 39%

Segundo turno

O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:

- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 33%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 8%
- Dilma Rousseff: 41%
- Eduardo Campos: 29%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição e Eduardo Jorge, a menor:

- Dilma Rousseff: 36%
- Aécio Neves: 16%
- Pastor Everaldo: 11%
- Zé Maria: 9%
- Eduardo Campos: 8%
- Eymael: 8%
- Levy Fidelix: 8%
- Luciana Genro: 6%
- Mauro Iasi: 6%
- Rui Costa Pimenta: 6%
- Eduardo Jorge: 5%
- Poderia votar em todos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 17%

Expectativa de vitória

De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.

Procuradores reelegem Sanny presidente da Aspas e Johnson vice

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Os procuradores do Estado reelegeram a atual presidente da Associação dos Procuradores do Estado da Paraíba (Aspas), Sanny Japiassú, para um mandato de mais três anos à frente da entidade, em eleição realizada nesta terça-feira (22). A votação contou com a ampla participação dos associados. O presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape), Marcello Terto, acompanhou a realização do pleito eleitoral.

Além de Sanny Japiassú, compõem a Diretoria da Aspas para o triênio 2014-2017, o procurador e advogado Johnson Abrantes (vice-presidente) e os procuradores de carreira
Flávio Lacerda (secretário geral); Luiz Filipe Ribeiro (diretor financeiro); Ricardo Lucena (diretor social); Rachel Lucena Trindade (diretor de patrimônio); e Roberto Mizuki (diretor de cultura). Ao final da votação, todos automaticamente já tomaram posse.

A presidente reeleita Sanny Japiassú disse que recebia a indicação dos colegas com alegria, mas também com muita responsabilidade. Segundo ela, a Diretoria e os associados da Aspas continuarão atuando firme em defesa das prerrogativas dos membros de carreira da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB).

“Estou consciente de que a responsabilidade neste segundo mandato será ainda maior, pois, após três anos de muita dedicação e trabalho, de acertos, mas também de erros e falhas, mais uma vez, os colegas confiaram na nossa liderança. O trabalho que vem sendo desenvolvido não é de Sanny Japiassú, mas de uma carreira que sabe o que quer, que prioriza o bom combate e a busca legítima pelo respeito e a valorização profissional, com o intuito de prestar o bom serviço a sociedade paraibana”, comentou.

O novo vice-presidente da Aspas, Jonhson Abrantes, disse que assume a função como mais uma importante missão na sua vida profissional. Além de procurador do Estado e advogado militante, ele já exerceu vários cargos na administração pública, inclusive, o de procurador Geral Adjunto da PGE-PB.

“Sinto-me rejuvenescido em compor essa Diretoria e por estar incorporado a essa categoria atuante, formada, em sua maioria, por jovens procuradores de carreira que tem um trabalho destacado em defesa dos interesses do nosso Estado. A Aspas é uma entidade que tem a frente à procuradora Sanny Japiassú, que tem uma história pública, uma desenvoltura grande e está conseguindo elevar a nossa categoria para o Brasil inteiro. Espero contribuir muito com a Associação”, disse.

O presidente da Anape, Marcello Terto, parabenizou os procuradores paraibanos pela escolha e pela dedicação em defesa das prerrogativas da carreira. “O resultado do pleito simboliza que o trabalho executado foi o correto, diante da decisão de enfrentar todas as carências estruturais da Procuradoria Geral do Estado. Nos últimos anos, exigimos respeito, dignidade e a garantia das prerrogativas dos procuradores e a Aspas vai poder continuar contando com o apoio da Anape em defesa do fortalecimento institucional da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba”, disse.

Ainda durante o processo eleitoral, também foram eleitos 20 procuradores do Estado para ocupar o Conselho Deliberativo e mais cinco membros para o Conselho Fiscal da Aspas.

Confira a relação completa de eleitos para o triênio 2014-2017:

Diretoria

Presidente: Sanny Japiassú
Vice-presidente: Johnson Abrantes
Secretário: Flávio Lacerda
Diretor Financeiro: Luiz Filipe Ribeiro
Diretor Social: Ricardo Lucena
Diretor de Patrimônio: Rachel Lucena Trindade
Diretor de Cultura: Roberto Mizuki

Conselho Deliberativo

- Afrânio Athaíde Bezerra Cavalcanti
- Alexandre Magnus Ferreira Freire
- Danielle Cristina Vieira Cesário
- Flávio Luiz Avelar Domingues Filho
- Francisco Glauberto Bezerra Junior
- Igor de Rosalmeida Dantas
- João Bosco Fernandes
- José Murilo Bernardo
- Leonardo Ventura Maciel
- Marcos Célio do Nascimento
- Mônica Nobrega de Figueiredo
- Paulo de Tarso Cirne Nepomuceno
- Renan de Vasconcelos Neves
- Renovato Ferreira de Souza Junior
- Jaqueline Lopes de Alencar
- Silvana Simões de Lima e Silva
- Solon Henriques de Sá e Benevides
- Tadeu de Almeida Guedes
- Venâncio Viana de Medeiros Filho
- Wladimir Romaniuc Neto

Conselho Fiscal

- Felipe Tadeu Lima Silvino
- Gustavo Nunes Mesquita
- Pablo Dayan Targino Braga
- Ricardo Ruiz Arias Nunes (Suplente)
- Sérgio Roberto Félix Lima (Suplente)

Coordenação jurídica de Cássio apresenta defesas contra impugnações

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O coordenador jurídico da Coligação A Vontade do Povo, advogado Harrison Targino, protocolou no final da tarde desta terça-feira, 22, as contestações a todas as impugnações de que foi alvo o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano. No total, foram apresentadas seis defesas, em nome de Cássio e da coligação, no Tribunal Regional Eleitoral.

Dentro da estratégia do núcleo jurídico da campanha de Cássio Cunha Lima, estabeleceu-se que Harrison Targino e o colega Delosmar Mendonça Filho ficaram responsáveis pela defesa formal do candidato em relação às impugnações oferecidas pelo Ministério Público Eleitoral, pela Coligação A Força do Povo (que tem o governador Ricardo Coutinho como postulante à reeleição) e uma outra assinada pelos candidatos a deputado estadual Maria da Luz (PRP) e Rafael Lima (PSB).

Assinando contestações também protocoladas nesta terça, o advogado Eduardo Alckmin, de Brasília, apresenta defesas em nome da Coligação A Vontade do Povo. Duas notícias de inelegibilidade, oferecidas por cidadãos, também são contestadas.

A petição assinada por Harrison e Delosmar contém 63 páginas. A de responsabilidade de Eduardo Alckmin dispõe de 27 páginas. Vários documentos foram anexados, ainda, na defesa apresentada pelos advogados de Cássio e da coligação.

Os principais pontos
Em linhas gerais, assim se resume a linha de defesa da Coordenação Jurídica da campanha de Cássio:

• Prazo de inelegibilidade
Como primeiro ponto, a defesa entende que a inelegibilidade imposta como sanção a Cássio se esgotou nos três anos seguintes à eleição de 2006. Em todas as impugnações, destaca-se que essa pena é de oito anos, contando-se ano a ano – o que levaria o senador a ficar impedido até o final de 2014. Harrison e o grupo de advogados contestam, observando que, consultado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já deixou patente que a contagem é dia a dia – estabelecendo-se, portanto, que a sanção se encerraria em 1º de outubro, ou cinco dias antes do pleito.

• Primeiro ou segundo turno?
Um segundo argumento levantado pela oposição dá conta de que, a rigor, a contagem deve levar em conta o segundo turno de 2006 como ponto de partida para a contagem do prazo de inelegibilidade (ou seja, de 25 de outubro de 2006 a 29 de outubro de 2014). A defesa de Cássio procura derrubar essa tese, ao observar que a lei brasileira estabelece como data da eleição o primeiro domingo de outubro. O segundo turno é eventual e suplementar. O candidato, por exemplo, se registra só uma vez, no primeiro turno. Ademais, decisões do próprio TRE-PB e do TSE são elencadas, tendo como referência exclusiva a etapa inicial do processo eleitoral.

Hiato na elegibilidade
Como outra linha de argumentação apresentada pelo setor jurídico da oposição, sugere-se que não seja levado em conta o período de 2,4 anos em que o então governador Cássio ficou no cargo por força de liminar, após a primeira cassação imposta pelo TRE-PB, em 2007. A defesa do tucano contesta, observando que, na verdade, a suspensão nada tem a ver com a fluência do prazo de elegibilidade, mas foi focado o mandato.

Multa
Finalmente, um último ponto relevante apresentado pelos advogados da oposição, nas seis impugnações que articularam, diz respeito a uma multa imposta pela Justiça Eleitoral e que não teria sido quitada por Cássio – portanto, estaria inabilitado para disputar o cargo de governador. De acordo com Harrison, em verdade, a multa sequer foi até hoje registrada, não havendo condições, portanto, do candidato quitá-la. Ademais, por via das dúvidas, o advogado retirou uma certidão do TSE, com data desta terça, 22, assegurando que o senador está plenamente em dia com a Justiça Eleitoral.

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