Cariri Ligado
::Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura ::Governo conclui quarta etapa do Projeto Ambiental do Novo Cariri ::Polícia Federal chega a cidade de Monteiro para coibir a compra de votos ::Aesa prevê predomínio de sol para o Cariri nesta terça-feira ::Tovar participa de campanhas em Ouro Velho e mais 5 municípios ::Professora é selecionada para representar o Cariri paraibano na Europa ::Moradores denunciam perfuração de poços por troca de votos em Monteiro ::Polícia Federal cumpre a 35ª fase da Lava Jato e prende Antonio Palocci ::PINTO E FURIBA EM SERTÂNIA ::Certidão de óbito de Eliza Samudio pode anular julgamento do goleiro Bruno Malves Supermercados

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

A candidata a vereadora do município de Monteiro, Christianne Leal (PHS), negou informações de que não poderá ser candidata no pleito do próximo domingo (02). A parlamentar confirmou que realmente enfrenta um processo de impugnação de sua candidatura que partiu de seus adversários.

Porém, de acordo com a candidata a sua assessoria Jurídica composta de três Advogados já tomou todas as providências, inclusive ingressando na Justiça um recurso com efeito suspensivo da decisão do TRE-PB e assim poderá ser candidata normalmente como os demais candidatos.

“Passaram a informação de que minha candidatura teria sido indeferida por envolvimento na operação Sanguessuga, afirmação esta, que jamais foi dita por nenhum membro do Tribunal Regional Eleitoral”, disse a candidata.

Christianne Leal ainda frisou que toda população de Monteiro conhece a sua história e o seu passado e sabe que a mesma jamais se envolveu em nenhum tipo de falcatrua. O processo a que se referem os meus adversários, sequer foi julgado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ainda está em fase de julgamento e portanto, de acordo com a Constituição desse País, nenhum cidadão pode ser considerado culpado antes que seja declarada a sentença definitiva do caso.

A vereadora e candidata à reeleição disse que continua sua campanha de forma normal sem se preocupar com a parte jurídica que está sendo acompanhada por competentes Advogados e que tem a consciência que nada deve a Justiça e ao final de tudo provará sua inocência principalmente aos seus desafetos que tentam sujar seu nome e sua imagem as vésperas de um pleito eleitoral.

Banner Coringa Banner Coringa

Governo conclui quarta etapa do Projeto Ambiental do Novo Cariri

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

O Governo do Estado da Paraíba, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, finalizou na última sexta-feira (23) a quarta expedição do Projeto de Restauração e Regularização Ambiental do Novo Cariri (PRNC). Em uma semana, foram visitados cinco municípios do Cariri paraibano e colhidas mais de 50 amostras de solo e vegetação, que serão analisadas pelos profissionais envolvidos e inseridas na elaboração do Programa de Regularização Ambiental (PRA-PB).

A expedição foi realizada por uma equipe multidisciplinar da Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Sudema), Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), e UFPB,formada por biólogos, engenheiros ambientais, engenheiros florestais, estatísticos, geógrafos, tecnólogos em geoprocessamento e de agroecologia.

Os profissionais visitaram áreas dos municípios de Caraúbas, Coxixola, Congo, São João do Cariri e Serra Branca. Segundo eles, nesta expedição foram observadas florações, frutificações e brotamentos de algumas espécies de plantas nativas mesmo com o longo período de estiagem, o que demonstra, em parte, continuidade no ciclo reprodutivo da flora na Caatinga.

“Observamos ainda que a regeneração da flora está ocorrendo mesmo em áreas degradadas e reforça mais ainda que se aplicarmos nossos modelos de sistemas agroflorestais e de boas práticas ambientais nas propriedades rurais poderemos garantir a revegetação do nosso semiárido”, disse o consultor ambiental do Procase e integrante da expedição, Thiago Silva.

Além desta, outras expedições foram realizadas nos meses de maio, julho e agosto, totalizando mais de 150 amostras de solo e vegetação para análise da equipe. Segundo Thiago Silva, outras duas expedições estão agendadas ainda este ano para que os resultados finais de todas as amostras sejam utilizadas na elaboração dos documentos técnicos que auxiliarão a equipe na implantação do PRA-PB.

O PRNC – O PRNC é resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado e a UFPB, e tem como objetivo levantar os dados necessários para o processo de restauração ambiental do Cariri, umas das regiões mais atingidas com o processo de desertificação.

A intenção é identificar e diminuir os efeitos da desertificação no Cariri Paraibano, que, segundo os integrantes das expedições do PRNC, atualmente em todas as regiões do estado, exceto o Litoral, há focos deste fenômeno que deixa o solo infértil e de difícil manejo para agricultura, e para recuperação das áreas degradadas.

Polícia Federal chega a cidade de Monteiro para coibir a compra de votos

Aesa prevê predomínio de sol para o Cariri nesta terça-feira

Tovar participa de campanhas em Ouro Velho e mais 5 municípios

Professora é selecionada para representar o Cariri paraibano na Europa

Moradores denunciam perfuração de poços por troca de votos em Monteiro

Polícia Federal cumpre a 35ª fase da Lava Jato e prende Antonio Palocci

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

O ex-ministro Antonio Palocci foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira (26), em São Paulo. Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Antônio Palocci foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Casa Fazenda no governo Lula. A ação foi batizada de “Omertà”.

A prisão do ex-ministro foi um pedido da PF, acatado pela Justiça. Os policiais também cumprem mandados na casa e no escritório do ex-ministro. O G1 tenta contato com a defesa de Palocci.

As suspeitas sobre Palocci na Lava Jato surgiram na delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele disse que, em 2010, Alberto Youssef, que está preso na PF em Curitiba, lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci.

Segundo a PF, a atual fase investiga indícios de uma relação criminosa entre um ex-ministro com o comando da principal empreiteira do país. O investigado principal atuou diretamente como intermediário do grupo político do qual faz parte perante o Grupo Odebrecht.

“Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos”, diz a PF.

As investigações apontam ainda que dentre as negociações estão tratativas entre o grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009, que resultaria em imensos benefícios fiscais, aumento da linha de crédito junto ao BNDES para país africano com a qual a empresa tinha relações comerciais, além de interferência em licitações da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.

Ainda conforme a PF, outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de operações estruturadas” da Odebrecht para diversos beneficiários que estão sendo alvo de medidas de busca e condução coercitiva.

PINTO E FURIBA EM SERTÂNIA

Certidão de óbito de Eliza Samudio pode anular julgamento do goleiro Bruno

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceitou pedido do goleiro Bruno Fernandes para avaliar se foi correta decisão que liberou a certidão de óbito de Eliza Samudio antes mesmo que ele fosse julgado. O documento foi emitido em janeiro de 2013 e, em março do mesmo ano, o atleta, então noo Flamengo, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por participação no homicídio da modelo, mãe de seu filho.

A juíza de Contagem, Marixa Rodrigues, atendeu pedido do Ministério Público e da mãe de Eliza, sob o fundamento de que o assassinato já havia sido reconhecido em 2012 no julgamento de Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão. Segundo a decisão de primeiro grau, a sentença criminal poderia ser executada no âmbito cível, para efeito da reparação de danos e resguardar os direitos do filho da vítima.

Já o advogado do goleiro, Lúcio Adolfo, diz que a certidão não respeitou o devido processo legal e ainda influenciou o Tribunal do Júri, ao ser mostrada como prova. Outro problema, segundo ele, é o fato de o documento citar morte por asfixia, o que consiste em homicídio qualificado. Para a defesa, portanto, todo o julgamento deveria ser refeito sem incluir a certidão

O criminalista também entende que a juíza de Contagem não tem competência para decidir sobre o tema, porque a morte teria ocorrido no município de Vespasiano. Assim, na avaliação de Adolfo, somente a comarca local poderia ter aplicado a condenação criminal na esfera cível.

À época, o goleiro peticionou à juíza recurso ao TJ-MG contra a expedição da certidão, mas a juíza não autorizou seu seguimento. A 4ª Câmara Criminal concluiu na quarta-feira (21/9), por unanimidade, que o seguimento do recurso não poderia ter sido negado em primeiro grau. A votação do mérito ainda não tem data. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.

Processo 0356249-66.2010.8.13.0079

Paraibanos do futsal estreiam com vitória nos Jogos Escolares da Juventude

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

Neste domingo (25), primeiro dia de competições das modalidades coletivas dos Jogos Escolares da Juventude 2016 categoria 12 a 14 anos, o futsal masculino do HBE goleou a Escola Armando Bulamarqui, por 6 a 2, representando João Pessoa, enquanto que o IE Colégio e Curso, pela Paraíba, venceu, por 3 a 0, o São Francisco de Assis, de Santa Catarina. As duas partidas aconteceram na Vila Olímpica Parahyba.

As meninas do futsal, representadas pelo HBE, perderam por 5 a 4, para a Escola Aurea Pinheiro, do Amazona, no ginásio da AABB. Já o voleibol feminino do Colégio IE, jogando no ginásio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), derrotou, por 2 sets a 0, o Reino Infantil, do Amazonas. No masculino, tanto o Geo Sul, quanto o Geo Tambaú, perderam por 2 sets de diferença, para o Colégio Amadeus, de Sergipe, e o Sistema Elite Tijuca, do Rio de Janeiro, respectivamente.

No ginásio do Esporte Clube Cabo Branco, o basquete feminino da Lourdinas bateu o La Salle, do Amazonas, por 15 a 10 e no handebol feminino, no Centro de Convenções, a Escola Maria Elenita foi derrotada pelo Colégio IPE, do Espírito Santo, por 11 a 9, pela Paraíba. Por João Pessoa, o Motiva, venceu pelo placar de 15 a 10, a Escola Cenecista, do Amazonas, jogando no próprio Motiva.

“É bom deixar bem claro que, na maioria das modalidades, existem dois representantes nosso, pois um é da Paraíba e o outro é de João Pessoa, por ser a cidade sede. Até agora, já somamos 11 medalhas, com as conquistadas nas modalidades individuais, agora, estamos na briga para aumentar o quantitativo com as disputas das coletivas”, disse o chefe da delegação da Paraíba, José Hugo.

Banner Efigenio

Lorena de Dr. Chico e Celecileno fazem comício na comunidade Santa Catarina

Quase 700 candidatos a prefeito dependem de definição da Justiça

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

O primeiro turno das eleições municipais, no próximo domingo, terá a participação de milhares de candidatos cujos registros foram negados ou cancelados pela Justiça Eleitoral, mas seguem na disputa apoiados em recursos ainda não analisados. Até o momento, 13.856 postulantes a prefeito, vice-prefeito e vereador estão nessa situação. Eles até poderão receber votos para vencer, mas não é certo que exercerão os mandatos para os quais foram eleitos.

Em todos os casos, os candidatos foram rejeitados por alguma irregularidade que, em tese, os impediria de concorrer. Juízes eleitorais de primeira instância invalidaram os registros de candidatura, mas eles aguardam que seus recursos sejam julgados nos tribunais regionais eleitorais (TREs) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem uma decisão definitiva, todos aparecerão com a votação zerada no sistema de apuração na noite de 2 de outubro. No entanto, saberão os votos que receberam porque o número é divulgado em paralelo.

Essa situação já ocorria em pleitos anteriores, mas ficou mais crítica com a reforma eleitoral que diminuiu o tempo de campanha de 90 para 45 dias. Com isso, encurtou-se também o tempo para o julgamento definitivo. Até agora, só 91 recursos estão no TSE, sendo que outros 13 mil ainda podem chegar à Corte. Na eleição passada, no mesmo período, mais de cinco mil recursos desse tipo já tinham chegado ao TSE, última instância da Justiça Eleitoral. Essa diferença se dá justamente porque, em 2012, nessa mesma época, os juízes eleitorais e os TREs tiveram mais 45 dias para julgar os casos.

— Agora que estamos começando a receber os recursos sobre os registros de candidatura no TSE. Vai ser difícil até a diplomação (dos candidatos) ter tudo isso resolvido — afirmou o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

MINISTRO QUER SUGERIR AO CONGRESSO MUDAR LEI

Ter o registro aprovado é condição para que o candidato seja diplomado em meados de dezembro e, consequentemente, possa assumir em janeiro. Os ministros do TSE terão que correr para julgar os recursos até a diplomação. Sem esse julgamento, o candidato que foi barrado nas instâncias anteriores pode até ter recebido mais votos, mas não será empossado no cargo. Nas eleições municipais passadas, o número de candidatos barrados a uma semana da votação era semelhante ao de agora. O que mudou é que esses processos estão chegando a Brasília mais perto da diplomação, diminuindo ainda mais o tempo para a Corte decidir.

De acordo com o sistema do tribunal, 699 candidatos a prefeito estão com o registro indeferido, cassado ou cancelado e dependem de julgamento definitivo. Nessa situação, há ainda quase 12,6 mil candidatos a vereador e 585 a vice-prefeito. No caso de vereadores, a falta de julgamento complica ainda mais a situação porque interfere nos quocientes eleitoral e partidário, que define o número de vagas e os eleitos em cada um dos partidos.

O presidente do TSE afirmou que poderão ocorrer situações em que o candidato mais votado para uma prefeitura não assuma porque não teve o registro julgado a tempo. Ou que alguns assumam com base numa liminar. Mendes disse que haverá sessões extras no TSE para julgar os recursos, se necessário. Ele vai sugerir ao Congresso mudanças na legislação eleitoral:

— Estamos discutindo sugerir ao Congresso que abra o prazo de registro antes do período eleitoral. Esse prazo curto tem como resultado um juiz que não tem tempo e aprecia tudo às pressas. Até agora não houve pronunciamento do TSE (sobre os registros) — disse Mendes, explicando que o encurtamento da campanha foi positivo porque diminuiu os gastos; no entanto, o prazo para analisar o registro foi reduzido.

A falta de julgamento definitivo dos registros é ruim para o eleitor: ele pode votar num candidato que, após a eleição, corre o risco de ser considerado inapto. Com isso, o voto no candidato é anulado. Pode haver ainda indefinição de quem serão os candidatos a prefeito que irão para o segundo turno em algumas cidades.

Há uma outra complicação: se um candidato a prefeito tiver mais de 50% dos votos na eleição deste ano e, após uma decisão definitiva for considerado indeferido, a cidade deverá ter novo pleito fora de época, as chamadas eleições suplementares. Entre 2013 e 2015, foram 113. Mendes acredita que esse número vai aumentar.

Como o prazo para troca de candidatos já expirou, os partidos terão que permanecer com os nomes que indicaram para a votação no próximo domingo. O registro pode ser indeferido pelos mais variados motivos: com base na Lei da Ficha Limpa, por falta de documentos, por problemas na filiação partidária. Os candidatos sempre têm os registros rejeitados a pedido do Ministério Público Eleitoral ou dos adversários.

Delegação Paraíba recebe atletas dos esportes coletivos

Multidão participa de carreata e comício no município de Ouro Velho

Colisão entre moto e carro na BR-412 deixa dois jovens gravemente feridos

Um executivo no parlamento

Por Senador Deca

decasenadorNão sou, por essência, um homem de muitas palavras. E a chegada ao parlamento só reforçou a convicção de que – definitivamente – integro o grupo dos que preferem a ação à oração.

Foi assim nos meus tempos de feira-livres em Cajazeiras.

Tem sido assim no comando dos negócios.

E, ainda que o mister do legislativo seja o parlar, será exatamente assim (econômico nas palavras e focado em ações pragmáticas que rendam frutos passíveis de colheita) que semearei esta experiência parlamentar.

Uma dessas semeaduras tem sido feita em um campo fecundo de problemas, potencialmente agravado pelos ciclos repetitivos de estiagens: o endividamento dos produtores rurais nordestinos.

Não se trata apenas de números (gigantescos, asfixiadores da fé e da capacidade produtiva da nossa gente).

Para além da aritmética da dívida, tem o sofrimento – sentimento que não aparece nas planilhas bancárias, não se mede com calculadora e que só se pode mensurar quando se olha – face a face – o semblante do nosso povo.

Como sertanejo, testemunha dessa dor, posso atestar que a seca, aliada às quebras de produção e o consequente endividamento, é tão aguda e extremada que vem provocando, ao longo dos últimos anos, o abreviamento de muitas vidas. E impactando, drasticamente, tantas outras.

E a despeito da crença – acertada – de que o sertanejo é sobretudo um forte, tenho convicção de que estamos caminhando a passos largos para atingir o nosso limite de suportar conjunção tão infeliz de más venturas.

É de fato intolerável que os produtores rurais, responsáveis por colocar alimento na mesa dos brasileiros, continuem enfrentado, solitariamente, essa dupla daninha – seca e endividamento.

Eles precisam de um esforço nacional. Urgente!
E acredito que um passo largo será dado com a aprovação da Medida Provisória 733/2016 no Senado Federal. Portanto, não medirei esforços para acelerar essa votação.

Estou convencido de que as linhas de negociações contidas neste pacote beneficiarão os produtores rurais de toda a região – uma medida que amplia, largamente, as poucas brechas abertas pelos antecessores recentes do presidente Michel Temer.

As novas linhas de renegociações mostram, sem dúvida, que o Governo Federal enfim entendeu a extensão do problema.

Cabe agora ao parlamento viabilizá-las, com a pronta votação da MP.
Diuturnamente, trabalharei para acelerar este processo.

E estou confiante, pois entendo que o Senado Federal é uma seara de adição e não de subtração de direitos e garantias dos produtores rurais. Ainda mais considerando que aquela casa abriga, em seus quadros, 27 senadores nordestinos.

Representantes legítimos de 12 milhões de nordestinos que aguardam – há mais tempo do que a paciência ousa suportar – providências que possam minorar seu sofrimento.

É hora dos olhos do Brasil enxergar estes brasileiros. E aliviar esse fardo tão pesado.

Boqueirão cai para 6,9% e dados do volume ganham espaço em ‘impostômetro’

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

A crise hídrica na Paraíba continua como foco central de debates e a cada dia ganha um capítulo nessa corrida contra um colapso em cidades como Campina Grande, onde o açude que a abastece chegou a 6,9% da capacidade. A Associação Comercial do município está utilizando o impostômetro para informar dados do volume do açude, enquanto em Brasília, deputados da Frente Parlamentar das Águas, da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), se reuniram com o ministro da Integração Social, Helder Barbalho, cobrando medidas urgentes.

A assessoria de comunicação da Associação informou que o painel continua mostrando outras informações e os números dos impostos, mas também abriu espaço para incluir dados do açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastece Campina. “Colocamos um programa que tem como base informações da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) que faz a contagem do volume”, informou a assessoria. O painel de LED fica na esquina da Rua Maciel Pinheiro com a Avenida Floriano Peixoto, no Centro, em trecho de grande trânsito e visibilidade.

Boqueirão chegou a 6,9% da capacidade nesta quarta-feira (21), pior nível desde que foi criado nos anos 1950. O governo do Estado, por meio do governador Ricardo Coutinho (PSB), da Aesa e da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) veem apenas como solução definitiva para o problema a conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco. A previsão é de que elas terminem em dezembro deste ano e a água abasteça Campina a partir de abril, mas haveria risco dessa água só chegar às torneiras no fim do primeiro semestre de 2017.

Dos 126 açudes monitorados pela Aesa, 54 estão em situação crítica, ou seja, com menos de 5% da capacidade máxima. Outros 34 estão menos de 20%, 38 têm mais de 20% e não há barragens sangrando. “Tivemos uma redução significativa no volume dos reservatórios. Ela foi provocada pelo consumo, evaporação e pela baixa recarga, já que os últimos três meses foram de chuvas bem abaixo da média”, lembrou o presidente da Aesa, João Fernandes da Silva.

Nesta quarta (21), deputados paraibanos foram recebidos em Brasília pelo ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, para apresentar relatórios sobre a situação hídrica da Paraíba e pedir celeridade nas obras da transposição.

Água da transposição chega ao eixo que alcança Campina em dezembro

Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura Candidata a vereadora em Monteiro nega acusações e confirma candidatura

As obras do Eixo Leste estão rodando dentro do planejado e a passagem das águas do Rio São Francisco acontecerá em dezembro de 2016. Essa etapa da obra alcança Campina Grande. Quem deu a declaração foi o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, nesta quarta-feira (22). Ele falou ainda que o governo trabalha no edital para conclusão do Eixo Norte do Projeto São Francisco, que alcança outro grupo de cidades.

O ministro deu a declaração durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), realizada em Recife (PE).

O novo edital será para seleção da empresa que deve substituir a Mendes Júnior, que não conseguiu atender as responsabilidades contratuais diante do comprometimento da sua capacidade técnica gerada por dificuldades na obtenção de créditos.

Segundo o ministro, a prioridade da Pasta é garantir abastecimento de água e desenvolvimento econômico para o Nordeste. Com esse objetivo, ele disse que diversas medidas são tomadas, além do Projeto São Francisco, como a garantia de recursos para a execução das obras hídricas, a construção de adutoras de engate rápido e a operação carro-pipa.

Quase 90% das cidades paraibanas enfrentam crise hídrica. De acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), a Paraíba tem 38 reservatórios com capacidade armazenada superior a 20%; 34 em observação (com menos de 20%) e 54 em situação crítica (com menos de 5%).

Campina Grande, a segunda maior cidade do estado, com 402 mil habitantes, depende do açude que fica na cidade de Boqueirão. O reservatório Epitácio Pessoa enfrenta a pior seca da história e tem apenas 6,9% da capacidade.

A cidade e outras que ficam na mesma região enfrentam um rigoroso esquema de racionamento adotado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cegepa) dezembro de 2014.

A obra

Cortando os estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba, as obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco estão atrasadas. Em julho deste ano, chegaram a ficar paralisadas, com a demissão de 700 trabalhadores e a concessão de férias coletivas para outros 600 funcionários por parte da Mendes Júnior, construtora responsável pelo trecho. O Ministério da Integração Nacional já teria investido R$ 5,1 bilhões nesse eixo. A previsão é que obra seja totalmente entregue no começo de 2017.

Com 477 quilômetros de extensão em dois eixos (Leste e Norte), a Transposição das Águas do São Francisco, realizada nos governos de Lula e Dilma Rousseff, vai garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios da Região Nordeste, onde a estiagem é frequente.

No estado da Paraíba, no Eixo Leste a água da Transposição passará pelos rios do Cariri e Agreste, enchendo o Açude Poções, em Monteiro, Epitácio Pessoa, em Boqueirão, e a Barragem de Acauã, em Itatuba. A água chegará por meio de canais e túneis subterrâneos. Parte dessa água do Eixo Leste também será distribuída para toda a Região do Cariri, com a possibilidade de levar água até a Região do Curimataú.

No eixo Norte, a água chegará na Paraíba pela Barragem de Caiçara e seguirá para o Açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, e em seguida para o Açude São Gonçalo e Rio Piranhas, chegando ao estado do Rio Grande do Norte, onde terá outras distribuições. A Paraíba também conseguiu a aprovação de uma entrada no Eixo Norte para o Açude de Condado, na cidade de Conceição, no Sertão.

Segundo o Ministério da Integração, em todo o Nordeste o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco emprega diretamente cerca de 10 mil pessoas, tendo cerca de 477 quilômetros, atingindo 27 reservatórios, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e quatro túneis.

Presidido por Bertrand Asfora, o ‘Comitê de Gestão da Crise Hídrica na Paraíba’ foi criado no dia 10 de junho deste ano e, em um primeiro momento, teve como principal foco o Açude de Boqueirão e o abastecimento de água na região polarizada pelo município de Campina Grande. O ‘Comitê’ é composto por instituições governamentais e instituições da sociedade civil. Alguns integrantes foram convidados e outros convocados, de acordo com a legitimidade dada ao Ministério Público, conforme a legislação.

Município de Monteiro alcança meta de 90% na Campanha de Vacinação Antirrábica

[+]   POSTAGENS