::Aesa prevê seca nos próximos três meses ::Coligação de Cássio emite nota e qualifica como farsa o áudio de Sales Dantas ::Promotoria de Justiça de Sumé poderá ser elevada para segunda entrância ::Dirigentes do PCB anunciam apoio à candidatura de Nonato Bandeira ::Prefeitura de Monteiro realiza trabalho de amostragem do Garantia Safra ::DEU NO BOIGA DO TIÃO: Vitalzinho nu da cintura pra cima ::SAIA JUSTA: Dilma ouve cantos por Campos durante velório de Suassuna ::Coligação de Ricardo denuncia suposto esquema de “compra de prefeitos” ::Após 16 horas de velório e desfile em carro aberto, Ariano é enterrado ::Dilma e Eduardo Campos comparecem ao velório de Ariano Suassuna Prefeitura de Prata

Aesa prevê seca nos próximos três meses

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A meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, informou nessa quarta-feira (23) que as previsões apontam escassez de chuvas, com índices abaixo da média histórica na Paraíba, nos próximos meses.

Apesar da situação meteorológica pessimista, ela adiantou que há possibilidade de mudança. As colocações foram feitas pela especialista durante uma reunião com a diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), na sede da entidade, em João Pessoa.

“No período de agosto a outubro, não há indícios de maior quantidade de chuva, porque as águas do Atlântico continuam frias e por isso não há muita formação de nuvens e, consequentemente, há pouca expectativa de precipitações”, explicou a meteorologista, lembrando que mesmo em anos atípicos a maior concentração de chuva ocorre entre os meses de abril e julho. Embora em menor volume, ela frisa, no entanto, que nem sempre as chuvas escassas e abaixo da média significam secas.

Os dirigentes do setor canavieiro paraibano que, no momento, está em período de plantio, receberam com apreensão a notícia de que haverá poucas chuvas nos próximos 90 dias. “Já sofremos demais em 2012/13 e, justamente, quando estamos preparando nossos canaviais para a próxima safra vem uma notícia dessa que nos preocupa porque já temos produtores, em pleno mês de julho, precisando irrigar suas lavouras em função das poucas chuvas, numa situação extremamente adversa”, afirma o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.

Segundo o coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, o objetivo da palestra foi fazer uma projeção das condições climáticas nos próximos meses, para nortear as ações no campo neste período. “A escassez de chuvas já está prejudicando o plantio e essa previsão de que teremos poucas chuvas nos próximos meses nos deixa ainda mais apreensivos”, finalizou.

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Coligação de Cássio emite nota e qualifica como farsa o áudio de Sales Dantas

cassiointernautasA Coligação “A Vontade do Povo” que tem o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) com candidato ao governo da Paraíba, emitiu nota na noite de hoje para rebater as acusações da coligação ‘A Força do Trabalho’ que tem o governador Ricardo Coutinho (PSB) como candidato a reeleição, que nesta tarde denunciou uma suposta “compra de prefeitos”, através de uma gravação de diálogo entre o ex-secretário de Ricardo, Sales Dantas, e o prefeito de Caiçara, Cícero Francisco da Silva (PSB). Na gravação, Sales finge ser outra pessoa e oferece R$ 600.000,00 para compra de apoio politico.

Para a coligação de Cássio Cunha Lima, ex-secretário e eleitor de Ricardo Coutinho, Sales Dantas, fez um encenação grotesca.

Confira a nota:

COLIGAÇÃO A VONTADE DO POVO

(PRB – PP – PTB – PSC – PR – PPS – PSDC – PTN – PMN – PSDB – PEN – PSD – PT do B – SDD)

A FARSA DA COMPRA DO PREFEITO

NOTA OFICIAL

A coligação do governador do Estado convocou uma entrevista coletiva nesta quinta-feira para confessar à Paraíba a farsa em que o agente político Sales Dantas, ex-secretário e eleitor de Ricardo Coutinho, se faz passar por um servidor do gabinete do senador Cássio Cunha Lima para comprar o apoio de prefeitos do interior. No alegado áudio, que em momento algum foi apresentado à imprensa, não há, segundo os próprios acusadores, nenhuma fala do senador Cássio nem de qualquer assessor seu, mas apenas a encenação grotesca montada por Sales Dantas, cujo passado e prática os paraibanos já conhecem à exaustão. Em respeito à Paraíba e à verdade, a Coligação A Vontade do Povo divide com os paraibanos as seguintes reflexões e decisões:

- É absolutamente estranho que a única prova da suposta compra de prefeitos seja a farsa montada por um ex-secretário de Ricardo Coutinho. Ele se faz passar por um assessor de Cássio, mas nem assim consegue qualquer incriminação do senador.

- Mais estranho ainda, é a postura de determinados setores que, sem qualquer base, sem apoio nem mesmo na versão governamental da suposta gravação, acusam o senador Cássio de tentar cooptar e comprar prefeitos. A argumentação apresentada é ainda mais grotesca: “Esse prefeito aderiu a Cássio sem ter feito nenhuma crítica administrativa ao governo”.

- A postura do governador, nesse episódio, apenas repete uma rotina de desrespeito às pessoas, de intolerância à crítica e a qualquer discordância. Na ótica autoritária e presunçosa do governador, os prefeitos que não o seguem estão sendo comprados. O que dizer, então, da maioria esmagadora dos paraibanos, que, segundo repetidas pesquisas de opinião pública, tem revelado uma clara rejeição à reeleição do atual governador? Quem terá comprado mais de um milhão de eleitores?

- Quase todos os sindicatos ligados ao funcionalismo estadual, quase todo o movimento social são hoje críticos ferrenhos do governador do Estado. Quem os terá comprado?

- Grande parte dos amigos e colaboradores de primeira hora do governador são hoje adversários dele. Quem os terá comprado?

- Em seu isolamento político, o governador não percebe que a opção eleitoral registrada nas pesquisas é fruto da repulsa ao autoritarismo, à perseguição aos servidores, à recusa ao diálogo, ao clima de conflito permanente e crescente instaurado no Estado. Os paraibanos não estão à venda. Em sua altivez, a Paraíba sempre soube repelir ameaças implícitas, intimidações explícitas e o terror político e administrativo, parta de onde partir.

Diante do absurdo das acusações e insinuações dos empregados do governador do Estado, a coligação A Vontade do Povo apela, por todos os meios, ao Ministério Público Eleitoral, à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal para que apurem, em toda a sua extensão e profundidade, o processo eleitoral da Paraíba, cuja absoluta transparência e lisura defendemos e exigimos.

Episódios como esse, infelizmente, já são conhecidos na Paraíba. Às vésperas da eleição municipal de 2008, o então candidato a prefeito de João Pessoa, Francisco Barreto, concorrente de Ricardo Coutinho ao mesmo posto, foi acusado de receber dinheiro de Cícero Lucena para atacar o prefeito de então. A inverdade foi espalhada, coincidentemente, pelo mesmo notório Sales Dantas. Dois anos depois, a Justiça condenou todos os autores da infâmia.

A Coligação A Vontade do Povo lamenta a leviandade de acusações absurdamente inconsistentes e inverídicas, que só a subserviência de alguns e a irresponsabilidade de outros permitem ecoar com ares de veracidade, mesmo subvertendo por completo a compreensão de que, quando há cooptação de lideranças políticas, elas partem dos governos, jamais das oposições. A Coligação A Vontade do Povo entende, por fim, que essa farsa montada diante da Paraíba é uma confissão explícita de desespero político: eles tentam intimidar dezenas de outras adesões e abrir caminhos para decidir no tapetão uma eleição que a cada dia lhes parece mais difícil, remota e inalcançável. A Paraíba já decidiu que, dessa vez, para governar o Estado, será preciso ter voto.

Promotoria de Justiça de Sumé poderá ser elevada para segunda entrância

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A Promotoria de Justiça de Sumé poderá ser elevada de primeira para segunda entrância. O assunto foi tratado na tarde desta quarta-feira (23) na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa, durante visita institucional do vice-prefeito do município de Sumé, Eden Duarte (PMDB), ao procurador-geral de Justiça, Bertrand de Araújo Asfora.

A visita foi acompanhada pelo deputado estadual Branco Mendes (PEN), adiantando que iria apresentar no plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) um requerimento fazendo a sugestão para a elevação da Promotoria de Sumé, com a justificativa de que Sumé polariza uma região importante do estado e que a demanda por parte da população tem aumentado na comarca.

O vice-prefeito também anunciou que a Câmara Municipal da cidade irá apresentar uma solicitação semelhante, a ser encaminhada ao Ministério Público. “Assim que receber essas demandas, farei um pedido à Corregedoria Geral da instituição para que faça um levantamento dos números para que possamos analisar a possibilidade de elevação da Promotoria”, explicou o procurador-geral Bertrand Asfora.

O município de Sumé, localizado na Região do Cariri paraibano, a 282 quilômetros de distância da capital, João Pessoa, tem uma população fixa de cerca de 17 mil habitantes, mas que, com as atividades da faculdade, a população flutuante da cidade chega a 19 mil pessoas. As atividades da Promotoria de Justiça de Sumé abrangem mais dois municípios: Congo e Amparo.

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Dirigentes do PCB anunciam apoio à candidatura de Nonato Bandeira

nonatodirigentesO candidato a deputado estadual Nonato Bandeira (PPS) recebeu na noite dessa quarta-feira (23) o apoio de dirigentes históricos do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Chico Oliveira, que disputou o mandato de governador nas eleições de 2010, destacou o empenho de Nonato para o desenvolvimento da Paraíba. “Sou um eleitor exigente e só voto em pessoas comprometidas com a sociedade e Nonato tem qualificação para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Além de ser um bom articulador político, ele é um jornalista bem informado e tem preparo para nos representar”, disse.

O militante comunista garantiu que a partir de agora irá se engajar para fortalecer a candidatura de Nonato em todas as regiões do estado. “Não é por amizade que apoiamos Nonato, mas pela capacidade que ele tem e vamos levar o nome dele ao conhecimento de todas as nossas bases”, assegurou.

Gervásio Neto, ex-presidente do PCB no Estado, ressaltou que a honestidade e o espírito democrático foram os motivos que o levaram a escolher Nonato como candidato a deputado estadual. “Fomos nós que procuramos Nonato para oferecer a nossa contribuição, pois tenho certeza de que ele representará na Assembleia Legislativa não o comunismo institucional, mas o ideológico”, falou.

Também militante do PCB, o ex-candidato a vice-governador, Jocimar Oliveira, disse que Nonato representa a renovação política no Estado. “O nosso futuro deputado será uma voz das nossas lutas no Poder Legislativo e entro na campanha para intensificar a candidatura dele em Campina Grande, onde tenho atuação política, pois acredito em suas propostas”, afirmou.

Nonato Bandeira agradeceu o apoio espontâneo dos dirigentes comunistas e disse que sua ligação com a esquerda vem desde o movimento estudantil e sua admiração pelo líder Luís Carlos Prestes. “Significa muito pra mim, independente de quantitativo eleitoral, receber apoios de camaradas que caminharam na mesma trilha do único partido que tive até hoje na vida, o PPS, sucedâneo do velho PCB de 1922. Tem gente que não dá valor a isso, mas eu considero coerência e lealdade bens fundamentais para a atividade política”.

Prefeitura de Monteiro realiza trabalho de amostragem do Garantia Safra

agricultor_secaO município de Monteiro aderiu à cota de 1.800 famílias dentro do programa Garantia Safra, o que provocou o MDA solicitar a Prefeitura de Monteiro um trabalho de vistoria de 65 laudos, para servir de amostragem no atendimento das famílias.

A equipe da Secretaria de Agricultura percorreu mais de 800km no município, para realizar o trabalho que resultou em 94% das 65 famílias escolhidas plantaram e não colheram, devido o período de pouca chuva na região.

Para Martinho Almeida, um dos técnicos evolvidos no trabalho de amostragem, é importante o município ter a preocupação de realizar o levantamento dos agricultores prejudicados pela falta de colheita, para pleitear junto aos órgãos governamentais alternativas de sustentos para as famílias prejudicadas.

Também esteve participando do trabalho o técnico da Secretaria de Agricultura Sebastião Marcos.

DEU NO BOIGA DO TIÃO: Vitalzinho nu da cintura pra cima

SAIA JUSTA: Dilma ouve cantos por Campos durante velório de Suassuna

Terceiro postagens – Câmara Monteiro

Coligação de Ricardo denuncia suposto esquema de "compra de prefeitos"

noticiacrimercO setor jurídico da coligação ‘A Força do Trabalho’, que tem o governador Ricardo Coutinho (PSB) como candidato à reeleição, protocolou nesta quinta-feira (24) na Polícia Federal pedido de abertura de investigação de um suposto esquema de compra de prefeitos paraibanos com objetivo eleitoreiro.

Em entrevista coletiva realizada na Associação Paraibana de Imprensa, em João Pessoa, o coordenador de comunicação da campanha de Ricardo Coutinho, Célio Alves, e os advogados da coligação, Fábio Rocha, Celso Fernandes, e Francisco Ferreira, afirmaram que na denúncia encaminhada à Polícia Federal foi anexada uma gravação “que prova um esquema avassalador de compra de prefeitos”.

Na ‘notícia crime’ são acusados o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN), candidato à reeleição e o prefeito Caiçara, Cícero Francisco da Silva (PSB).

“A coligação recebeu essa informação por intermédio de lideranças políticas, por prefeitos do interior. O que se vivenciamos nos últimos dias foi um esquema avassalador de compra de prefeitos (…) Está se cooptando lideranças políticas por cifras de 200, 300, nesse caso, 600 mil reais”, afirmou o advogado Celso Fernandes.

Segundo ele, a informação foi obtida através de uma gravação entre o jornalista e secretário executivo de Pesca do Estado, Sales Dantas, e o prefeito de Caiçara, Cícero Francisco. Conforme contou, sem saber que estava sendo gravado, o prefeito revelou o suposto esquema de compra de lideranças políticas em favor dos candidatos acusados na denúncia.

A conversa foi gravada por Sales Dantas, que segundo o advogado, se passou por uma pessoa da coligação ‘A Vontade do Povo’, que tem Cássio Cunha Lima como candidato ao governo. Sales teria se identificado como Waldo Tomé, jornalista e assessor do senador do PSDB.

“O jornalista Sales Dantas, se passando por interposta pessoa da coligação adversária, fez o papel de intercambiar essa compra, que nós já sabíamos que já estava sendo feita. O dinheiro está caindo na conta de laranjas”, acusou.

Minutos após à coletiva, a assessoria jurídica do deputado Ricardo Marcelo rebateu as acusações e disse que o parlamentar ficou indignado com a postura do jornalista Célio Alves, que coordenou a entrevista coletiva na API. “O presidente Ricardo Marcelo ficou extremamente surpreso com essas assertivas feitas por Célio Alves. Ele fez declarações sem prova, sem consistência e criando factoides. Externou precipitadamente um caso que seria de análise da Polícia Federal”, afirma em nota.

Ainda segundo os advogados, o presidente da Assembleia Legislativa vai adotar “todas as providências criminais e cíveis cabíveis, bem como representar junto À OAB os advogados que participaram da coletiva, uma vez que seu nome foi citado indevidamente, sem qualquer indício de provas num procedimento teratólogico” (termo utilizado para definir uma decisão absurda, que contraria a lógica, o bom senso e – em certos casos – a moralidade).

A nota conclui que Ricardo Marcelo “construiu sua vida pública, em mais de uma década, sem nenhuma mácula judicial. E assim continuará sua vitoriosa caminhada”.

Quanto a Sales Dantas, que seria o autor da suposta com o prefeito de Caiçara, a assessoria de Ricardo Marcelo disse que ele deve responder na Polícia Federal. “Aí não será com o presidente”.

O irmão do candidato Cássio Cunha Lima, Ronaldo Cunha Lima Filho, recorreu ao Twitter para manifestar a posição dele sobre o caso. Em três postagens seguidas, o vice-prefeito de Campina Grande disse: “O desespero e o desatino tomaram conta dos adversários. A pretexto de denunciar um crime inexistente, terminaram eles por cometer o crime. Não bastasse a perseguição aos servidores públicos, o governo passou a perseguir, coagir e a intimidar os prefeitos. Agora gravam tudo. Gravam os prefeitos d forma criminosa e simulam a prática de crimes q eles é q vêm cometendo. Nunca vi nada igual. Perderam a razão (sic)”.

Após 16 horas de velório e desfile em carro aberto, Ariano é enterrado

Aesa prevê seca nos próximos três meses Aesa prevê seca nos próximos três meses Aesa prevê seca nos próximos três meses

Após 16 horas de velório, o corpo do escritor, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna foi enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. O sepultamento foi precedido pela leitura de dois poemas, a pedido da viúva, Zélia de Andrade Lima. Um dos netos do casal, João Suassuna, recitou “Acahuan”, que Ariano escreveu em homenagem a seu pai, e “A mulher e o reino”, feito para a esposa. Todos os parentes acompanharam a leitura muito emocionados e Zélia foi amparada por eles.

O caixão chegou ao cemitério pouco antes das 17h, após ter desfilado em carro aberto, em um veículo do Corpo de Bombeiros, fazendo o percurso desde o Palácio do Campo das Princesas, local do velório. Ainda no palácio, os netos de Ariano carregaram o caixão até o carro, ao mesmo tempo em que os presentes aplaudiam e cantavam — o frevo “Madeira que cupim não rói” e o grito de guerra do Sport, time do coração do autor. Um dos filhos de Ariano, o artista plástico Dantas Suassuna, acompanhou o caixão do pai durante o trajeto. A curta cerimônia de sepultamento contou ainda com salva de tiros, a execução instrumental da Ave Maria e da Oração de São Francisco, e uma chuva de pétalas.

Desde a noite de quarta-feira (23), até a tarde desta quinta, foi grande o número de familiares, amigos e fãs que passaram pelo Palácio das Princesas, durante o velório. O caixão esteve o tempo todo coberto por bandeiras do Sport, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de Pernambuco e do Brasil.

A presidente da República, Dilma Rousseff, passou cerca de 40 minutos no local, onde conversou com familiares do escritor e com políticos, como o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, e o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos. Dilma deixou o local sem fazer declaração pública. Também estiveram presentes o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo; os governadores Ricardo Coutinho (Paraíba) e Jaques Wagner (Bahia); o senador Humberto Costa e o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

A missa de corpo presente foi celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e acompanhada com muita emoção por parentes, amigos e admiradores de Ariano Suassuna, no final da manhã . A celebração durou cerca de uma hora e Saburido destacou que Ariano, reconhecidamente espirituoso e assumido devoto de Nossa Senhora, era conhecido por ser um homem de fé. Uma mensagem preparada pela Arquidiocese especialmente para a ocasião foi lida. Em forma de poesia, um excerto dizia: “A morte nunca é sina. É vida com outro nome”. O texto impresso foi entregue pelo arcebispo nas mãos da viúva, Zélia.

Filha de Ariano Suassuna e atual secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Recife, Ana Rita Suassuna se emocionou ao falar do pai, ressaltando o grande homem que ele foi não somente nas artes, mas também em casa. De acordo com ela, a felicidade com que o escritor passou os últimos dias amenizou, de certa forma, o sofrimento dos parentes. “Na última semana, ele fez duas aulas-espetáculo, uma no Teatro Castro Alves, em Salvador, e outra em Garanhuns. E a satifação dele, quando chegou em casa, contando com alegria a festa que foram essas duas aulas. Então, a Caetana [como Ariano chamava a morte] chegou, mas ele está aqui presente com a gente”, contou.

Para a filha mais velha de Ariano, Maria das Neves, o carinho demonstrado pelas pessoas ao pai é o maior legado que ele deixa. “O maior legado que fica é o carinho das pessoas têm por ele, não é nem tanto a obra. Esse carinho está vindo de todo o Brasil, estamos recebendo muitas mensagens”, afirmou, agradecendo especialmente ao apoio que as pessoas têm dado à mãe, Zélia.

Durante o velório, um admirador de Ariano cantou o frevo “Madeira que cupim não rói”, um dos preferidos do escritor, e chegou a arrancar aplausos dos familiares que estavam presentes. Enrolado em uma bandeira de Pernambuco e falando em voz alta, Jackson Nascimento lembrou a grande presença do Sertão nas obras do mestre, destacando que o povo da região sente muito orgulho de ser representado por um autor como ele. “O mestre não morre, ele permanece”, resumiu.

O cineasta e diretor de televisão carioca Luiz Fernando Carvalho foi se despedir do escritor, de quem adaptou três obras para a televisão. “Você perguntava sobre a diferença entre jagunço e capanga e vinha uma aula sobre geografia, sobre música sertaneja, sobre geologia, sobre canto. [Ariano] É um tesouro, é um cometa raro”, lamentou.

O também cineasta e diretor de televisão Guel Arraes definiu Ariano como um grande humanista. “Eu tive o privilégio de conhecê-lo. Em diversas ocasiões, desde pequeno, no trabalho, convivi com ele. Ele é um homem que viveu de acordo com as suas ideias, um homem simples, que conversava com o povo, viveu sempre perto de suas origens e, assim, se tornou universal”.

Suassuna morreu na quarta (23), aos 87 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico, na segunda (21).

Dilma e Eduardo Campos comparecem ao velório de Ariano Suassuna

dilmaveloriosuassunaA presidente Dilma Rousseff chegou ao velório do escritor Ariano Suassuna por volta das 14h20. O corpo do dramaturgo está sendo velado desde a noite de quarta-feira (23), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Ao chegar ao local, a presidente falou com os filhos e netos do escritor e sentou ao lado da viúva, Zélia. Após menos de uma hora, a presidente deixou o local sem falar com a imprensa.

Também se encontram no velório o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; os governadores João Lyra Neto (Pernambuco), Ricardo Coutinho (Paraíba) e Jaques Wagner (Bahia); o senador Humberto Costa; o prefeito do Recife, Geraldo Julio; e o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos.

No Twitter, Dilma havia escrito que a morte de Suassuna é a perda de uma “grande referência cultural”. “A obra de Suassuna é essencial para a compreensão do Brasil. Guardo comigo ótimas recordações de nossos encontros e das suas histórias”, escreveu a presidente.

Suassuna morreu nesta quarta (23), aos 87 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico, na segunda (21).

Assembleia também emite nota de pesar pelo falecimento de Ariano Suassuna

luto2A Assembleia Legislativa da Paraíba lamenta a morte do romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta paraibano Ariano Suassuna. A Casa de Epitácio Pessoa decretou luto oficial por três dias.

Ariano orgulhou a Paraíba e todo o Brasil, com sua paixão pela cultura nordestina e a sua rica e extensa obra. O legado de Ariano nunca será esquecido pelos brasileiros.

Ele foi, sobretudo, um homem apaixonado pelo país. O Brasil fica mais pobre com a sua partida e sem os seus ensinamentos.

O corpo de Ariano está sendo velado no Palácio Campo das Princesas, no Centro de Recife, até as 15h desta quinta-feira (24). O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

O escritor estava internado desde a última segunda-feira (21), na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Português. Foi submetido a uma cirurgia após sofrer um acidente vascular cerebral do tipo hemorrágico.

Vitalzinho recebe Michel Temer e anuncia vinda de Dilma e Lula em setembro

vitalzinhoemichelO candidato ao Governo do Estado da Paraíba, Vital do Rêgo Filho, recebeu esta manhã (24), na sede do PMDB em João Pessoa, o vice-presidente da República Michel Temer. Vital incorpora ideias do Governo Federal como conquistas a serem ampliadas.

“A vinda do vice-presidente representa a chegada de um amigo, antes de um político. É companheiro, amigo e aliado de todas as horas. Um amigo da Paraíba. Michel vem como aliado, como uma soma positiva para esse exército da transformação da Paraíba e carregando a marca da presidente Dilma. Ele concebe todo um projeto que pretendemos fazer em comunhão com o Governo Federal”.

Vitalzinho disse ainda que fará a propaganda de campanha junto com Dilma e Lula. “A campanha está completamente vinculada a eles. Até porque somos únicos. Representamos um Governo que deu certo na Paraíba ao longo dos últimos oito anos. Os resultados estão prontos para serem mostrados”, ressaltou.

Aliança com o PT – Ele revelou também que tem conversado com deputados do PT, em reuniões, e que conta com eles para sua aliança. “Candidatos a deputados estaduais pelo PT têm dialogado comigo, definindo campanhas conjuntas. Temos aliados importantes entre os candidatos também a deputados federais. A grande massa de trabalhadores, a base do PT está conosco”.

Sobre os prefeitos, Vital disse que a grande aliança é com o povo paraibano. “Essa é a aliança que deu certo e é principalmente a aliança que Dilma fez e Temer está fazendo. A cada um desses prefeitos estamos conversando com a fidelidade de quem tem um mandato graças ao apoio da Presidência da República”.

Vital anunciou também a vinda do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, no próximo mês de setembro para reforçar a campanha. “Temer começará a campanha de reeleição de Dilma pela Paraíba”.

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Justiça Federal condena ex-prefeito de Prata por improbidade administrativa

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O ex-prefeito do município de Prata, Marcel Nunes, foi condenado pela Justiça Federal, pelo ato de improbidade administrativa. A condenação se deu por conta da não prestação de contas de recursos recebidos para atender ao Programa Nacional de Transporte Escolar – PNATE (exercício 2009). Cabe recurso da decisão.

Trata-se de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em face de Marcel Nunes de Farias, imputando a este a conduta prevista no artigo 11, inciso VI, da Lei 8.429/92. Sustenta o Ministério Público Federal que, tendo sido repassado recursos à Prefeitura Municipal de Prata para atender ao Programa Nacional de Transporte Escolar, o réu, na qualidade de gestor, não observou a obrigação legal de prestar contas dos recursos recebidos.

Intimado para se manifestar acerca dos documentos juntados pelo município de Prata, o FNDE informou que a prestação de contas do município, referente ao exercício de 2009, foi encaminhada e recebida pelo concedente dos recursos em 27/09/2012. Informou, ainda, que o atraso motivou a suspensão dos repasses dos recursos de 2010 a 2012, tendo sido pagas apenas as duas primeiras parcelas de 2010.

Porém, o Ministério Público Federal, manifestando-se acerca dos documentos apresentados pela edilidade de Prata e pelo FNDE, reafirmou os termos da inicial, sustentando que “embora o inciso VI, do art. 11, da Lei 8.429/92 não estipule prazo para a prestação das contas, considerar que a sua apresentação a qualquer momento seria suficiente para descaracterizar o ato ímprobo esvaziaria o conteúdo da norma”. O órgão ministerial defendeu, ademais, a tese segundo a qual o fato da prestação de contas ter ocorrido após o ajuizamento da presente ação é um indicativo de má-fé do ex-prefeito e ora réu Marcel Nunes de Farias. O número do Processo é: 0001627-78.2012.4.05.8201.

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Fãs acordam cedo para se despedir de Ariano Suassuna, no Recife

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O corpo do dramaturgo Ariano Suassuna está sendo velado, na manhã desta quinta-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual na capital pernambucana. O velório, iniciado por volta das 23h30 da última quarta (23), ficou aberto durante toda a madrugada, com parentes, amigos e fãs se despedindo. Área em frente ao Palácio foi interditada para os carros, prevendo a circulação do público ao longo do dia.

Antes das 7h desta quinta, muita gente já passava pelo local, a caminho do trabalho, para homenagear o mestre. Logo cedo, o movimento estava tranquilo. O caixão foi coberto por bandeiras do Sport, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de Pernambuco e do Brasil.

Trabalhando no bairro de Casa Forte, o auxiliar administrativo Maycon Anacleto acordou mais cedo para ir ao velório. “Ele foi um grande homem. Sempre gostei dos livros dele e dos filmes que fizeram. Ele não nasceu em Pernambuco, mas era pernambucano”, acredita Anacleto.

Trabalhando como operador de telemarketing no Centro do Recife, Félix Gomes fez questão de ir cedo também. “Ele é uma lenda da literatura brasileira. Vai fazer muita falta, principalmente para quem gosta da boa literatura”, afirma.

Os torcedores do Sport, time do coração de Ariano, também fizeram questão de comparecer e recordar o torcedor pé quente. “Hoje a torcida fica triste. Eu lembro dele na final da Copa do Brasil, quando fomos campeões. Ele dava sorte ao Sport”, acredita o auxiliar de estoque Ricardo Ramos.

A noite foi longa para os fãs do escritor, como o garçom Severino Júnior. Ele ficou sabendo da morte pela internet e passou no Palácio pela manhã para o velório. Fez questão de ir coberto com a bandeira do Sport. “Mal consegui dormir direito. Perdemos Dominguinhos, Reginaldo Rossi, agora Ariano, são três grandes artistas da terra”, diz emocionado.

O estudante Manoel Aleixo, de 18 anos, chegou cedo, também vestido com uma camisa do time. Cordelista há três anos, Manoel diz que Ariano Suassuna foi sua maior inspiração – tanto é que trouxe para o velório uma edição do romance “Fernando e Isaura”, que começou a ler na semana passada. “Comecei a ler, e vim lendo pelo caminho hoje. Sou cordelista e Ariano foi minha grande inspiração. Ele foi, sem dúvidas, o maior defensor da cultura popular brasileira, é um artista insubstituível”, diz. O estudante, que lê a obra de Suassuna desde os 12 anos, conta que fez da arte do cordel uma maneira de expressar toda o sentimento de gratidão ao artista. “É como falei num poema que escrevi ontem. Ariano não morreu. Se eu quiser me encontrar com ele, eu pego um livro e leio, ele vai estar lá e nunca vai morrer, porque artistas assim não nos deixam, eles realmente ficam no nosso coração”, fala.

A assistente de departamento pessoal Rosana Bernardo aproveitou a chance que teve antes de ir pro trabalho para prestar homanagens a Ariano. “Ele teve muita bravura nessa fase. Tem muitas obras dele que não conheço, mas outras tenho familiaridade, como o “Auto da Compadecida”. A gente é muito deficiente às vezes de cultura, e hoje quem nos deixa é um grande representante da cultura de pernambuco”, comenta.

Ariano morreu às 17h15 da quarta (23), vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) no Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

O corpo começou a ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, ainda na noite de quarta (23). Por volta das 22h55, o caixão foi recebido por familiares, amigos e políticos, que participaram de uma celebração religiosa. Na porta do Palácio, a fila de admiradores começou a se formar por volta das 23h.

A previsão é que o velório aconteça durante toda o dia e só termine às 15h desta quinta (24). O corpo será enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife, por volta das 16h.

Ricardo homenageia escritor Ariano Suassuna em encontro de lideranças

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O governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição, prestou uma homenagem ao escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, durante encontro de lideranças no Brejo paraibano, realizado na noite desta quarta-feira (23), em Guarabira.

Em seu discurso, Ricardo pediu uma salva de palmas, em substituição a um minuto de silêncio, para celebrar a existência “desse grande paraibano, escritor, dramaturgo e presidente de honra do PSB, que não tinha medo de ser o que é nem tinha duas caras”. Em sua conta no twitter, Ricardo postou “Força e Luz, Zélia. O que fica é o agradecimento de tanta gente por uma existência tão iluminada”.

Ariano Suassuna dizia o que pensava e lutava com todas as forças para realizar o que acreditava seja na literatura, nas artes e na política. “Pessoas como ele são essenciais, importantes, porque a política precisa de Homens e Mulheres com coerência e lealdade e não pode se transformar num balcão de negócios. O mestre fará muita falta”, declarou Ricardo Coutinho.

Quando prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho homenageou Ariano Suassuna com uma escultura assinada pelo artista Miguel dos Santos no Parque Solón de Lucena e assinou o decreto criando uma ação cultural denominada “Ano Cultural” no âmbito da Secretaria de Educação tendo o “Ano Cultural Ariano Suassuna”, como o primeiro da série.

Nesta quinta-feira (24), o governador Ricardo Coutinho comparecerá ao velório do escritor paraibano que será realizado em Paulista- PE. Nesta quinta o governador Ricardo Coutinho assinou decreto que será publicado no Diário Oficial do Estado instituindo luto oficial de três dias em decorrência do falecimento do paraibano.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), no dia 16 de junho de 1927, filho de Cássia Vilar e do ex-governador João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no Sertão, na Fazenda Acauã, em Aparaceida.

Com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

Dentre as obras antológicas Uma mulher vestida de Sol, (1947);o Auto da Compadecida (1955), Farsa da boa preguiça, (1960) e os romances A Pedra do Reino. Também foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco no governo Eduardo Campos.

Ricardo cancela agenda em virtude da morte de Ariano Suassuna

arianosuassunaO candidato à reeleição pela coligação “A Força do Trabalho”, Ricardo Coutinho, cancelou as agendas da manhã e tarde desta quinta-feira (24) em virtude da morte do escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, de 87 anos, ocorrida às 17h15 dessa quarta-feira, no Real Hospital Português, em Recife. Ricardo vai prestar as últimas homenagens ao paraibano, que esta sendo velado no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano.

“Ariano Suassuna, assim como tantos notáveis escritores de nossa terra, a exemplo de Augusto dos Anjos e José Américo de Almeida, soube polir o orgulho da Paraíba em tons armoriais. Enquanto prefeito da capital paraibana, tivemos a oportunidade de homenageá-lo em vida, erguendo no Parque Solon de Lucena um monumento, em referência a uma das mais distintas obras deste combatente guerreiro”, disse Ricardo.

Ricardo Coutinho lamentou a morte do paraibano, que foi durante toda a vida um importante pensador da cultura nacional e mentor do Movimento Armorial. “Manifestamos o mais profundo sentimento de pesar e solidariedade, pela perda irreparável do nosso Dom Quixote das cantigas, mestre Ariano Suassuna, cuja passagem espiritual deixa triste nossa alma, embora infle a atenuante vela da história”, lamentou.

Durante a madrugada desta quinta-feira, pelas redes sociais, Ricardo Coutinho prestou solidariedade à família do dramaturgo e escritor paraibano. “Força e Luz, Zélia. O que fica é o agradecimento de tanta gente por uma existência tão iluminada”, disse Ricardo.

Ariano Suassuna deixa a mulher Zélia, com quem foi casado por 56 anos, cinco filhos e 15 netos. O enterro está previsto para a tarde desta quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz.

Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna

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Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. “O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana”.

O velório do corpo do escritor começa ainda esta noite, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A partir das 23h, será aberto o acesso do público ao local. O enterro está previsto para a tarde de quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Internamentos
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.

Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Na noite de segunda-feira (21), Ariano Suassuna deu entrada no hospital e foi operado após o diagnóstico do AVC. A cirurgia foi para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça, o quadro dele se agravou, devido a “queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada”, conforme foi informado em boletim.

Ativo até o fim
Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. “No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra”, disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada. Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.

No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.

Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Obra
A primeira peça do escritor, “Uma mulher vestida de sol”, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, “O Auto da Compadecida”, em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.

O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de “A pedra do reino”.

Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.

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