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Açude de Boqueirão perde água enquanto Aesa e Ministério não se entendem

(22/01/2019)
Açude de Boqueirão perde água enquanto Aesa e Ministério não se entendem Açude de Boqueirão perde água enquanto Aesa e Ministério não se entendem

Há expectativa de que no dia 10 de fevereiro de 2019 a água da transposição do Rio São Francisco volte a abastecer o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. A informação é do novo presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas no estado da Paraíba (Aesa), Porfírio Loureiro. O reservatório segue perdendo volume e depois de chegar a 35% após a transposição, teve a quantidade reduzida para quase 20% entre 2018 e 2019.

Em outubro de 2018, a Aesa havia informado que iria fazer uma fiscalização para saber o motivo da água do São Francisco não estar chegando até o açude de Boqueirão, ou se havia algum outro problema para o açude estar com o volume reduzido, uma vez que há um impasse sobre o assunto com Ministério da Integração.

Os órgãos não se entendem sobre as justificativas que expliquem os problemas com o volume do açude de Boqueirão. De um lado, a Aesa fala que a quantidade de água liberada da transposição é baixa, do outro, o Ministério da Integração afirma que está tudo normal. No fim, cerca de 1 milhão de pessoas continuam sem respostas para a duvidosa situação hídrica na região de Campina Grande.

Ainda em outubro, o Ministério da Integração relatou que os 2 mil litros por segundo que saem de Monteiro, no Cariri paraibano, até o açude Epitácio Pessoa, eram suficientes para que o bombeamento chegasse a abastecê-lo normalmente e atender à demanda, o que a Aesa, por sua vez, diz não ser.

Segundo Porfírio Loureiro, Boqueirão está perdendo volume porque a vazão que sai de Monteiro para Boqueirão é menor que antes. Conforme ele, quando o açude chegou a obter mais de 35% da capacidade, após a transposição e além do período de chuvas, havia uma média (desde 2017) de 3,91 metros cúbicos que eram liberados pelo Ministério da Integração – quase o dobro da vazão atual.

De acordo com o presidente da agência, a água segue o percurso por todos os açudes normalmente, inclusive está passando pelos reservatórios de Camalaú e Poções, que apesar das obras não finalizadas, não atrapalham o fluxo de chegada até Boqueirão.

“O problema da chegada da água ao açude, no entanto, é que faltando 35 km para completar o percurso até o Epitácio Pessoa, a água enfrenta problemas com atraso devido à vazão que está sendo liberada”, relatou o presidente da Aesa, culpando, novamente, uma situação que depende do Ministério da Integração.

Com 2 mil litros saindo de Monteiro, o açude de Boqueirão tende ainda, de acordo com ele, a receber o mesmo volume que libera para a Cagepa, cerca de 1 metro cúbico por segundo (1000 litros). Considerando que, em média, Boqueirão perde essa quantidade de água a cada dia e por segundo, se juntar a falta de chuvas na região e ainda a taxa de evaporação, o manancial segue acumulando prejuízos. Logo, segundo ele, durante o mês, o Epitácio Pessoa tem uma perda de cerca de 4,5 milhões de metros cúbicos.

Resposta do ministério 
“A água está sendo liberada normalmente por meio do bombeamento do eixo leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O bombeamento, que havia sido temporariamente interrompido para execução das obras de recuperação e modernização das barragens Camalaú e Poções (PB), está funcionando desde o mês de setembro de 2018”, diz a resposta.

O mistério também disse que não há nenhum ônus pelo recebimento das águas. “É importante esclarecer que o Governo Federal tem arcado financeiramente com todos os custos do sistema do eixo leste, que desde março de 2017 vem atendendo mais de um milhão de pessoas na Paraíba e em Pernambuco. Esse trecho possibilitou, por exemplo, o fim do racionamento na Região Metropolitana de Campina Grande e evitou o colapso hídrico dessas localidades. Os dois estados já beneficiados não têm tido nenhum ônus pelo recebimento das águas do Projeto, que está em fase de pré-operação”.

O Ministério da Integração sobre a informação repassada pela Aesa, de que a vazão que está saindo de Monteiro seria insuficiente para que a região seja abastecida normalmente. Foi perguntado como se dá a decisão sobre a quantidade de vazão que é liberada pelo Açude de Poções, com base no que é suficiente para abastecer a região, mas nada disso foi respondido.

Outro questionamento também foi feito acerca do porquê a vazão ter diminuído, mas a assessoria do Ministério, por telefone, informou: “A resposta do Ministério da Integração, por enquanto, é o que foi respondido em contato por e-mail.

Sem racionamento
O diretor da Cagepa Borborema, Ronaldo Menezes, falou sobre as condições de racionamento e relatou que na situação em que o Epitácio Pessoa está atualmente ainda não há essa possibilidade.

“Do ponto de vista técnico, para um açude com a capacidade e demanda de Boqueirão entrar em racionamento, o nível que ele precisaria chegar é de 8,2% da capacidade, que é a chegada no volume morto, quando chega nesse volume, a tomada de fundo não pode mais ser utilizada, teria que ser a captação flutuante porque ela não consegue captar,” relatou.

Chuvas
Há esperança também de que chova durante este período, o que seria positivo para a região de Boqueirão. Segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, há probabilidade de que nas próximas semanas chova no Agreste e no Cariri. O que ainda não é possível dizer, é se haverá aumento gradativo do volume de Boqueirão por causa dessas chuvas.

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