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AESA prevê retorno das águas da transposição ao açude Boqueirão a partir de fevereiro

(26/01/2019)
AESA prevê retorno das águas da transposição ao açude Boqueirão a partir de fevereiro AESA prevê retorno das águas da transposição ao açude Boqueirão a partir de fevereiro

Responsável pelo abastecmento de Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema, o açude Epitácio Pessoa, deverá receber novamente águas do Rio São Francisco. O meteorologista Alexandre Magno da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), afirmou que as águas da transposição deverão retornar ao Açude de Boqueirão a partir do dia 10 de fevereiro. Alexandre falou, inclusive, que esta data poderá ser antecipada, a depender das chuvas que venham a cair na região.

O Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) está sem receber água da transposição desde o dia 4 de abril do ano passado, quando o bombeamento foi suspenso em virtude de obras necessárias nas barragens de Monteiro e Camalaú, no cariri paraibano. A previsão de retomada do bombeamento era para o final do ano passado, mas até agora não ocorreu.

No açude de Poções, em Monteiro, a obra é de construção de tubulação e válvulas de controle. No açude de Camalaú, a obra é de construção de uma galeria de concreto e instalação de válvulas de controle. A suspensão do bombeamento se deu em virtude da necessidade de baixa no nível da água.

A informação também foi confirmada pelo novo presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas no estado da Paraíba , Porfírio Loureiro. O reservatório segue perdendo volume e depois de chegar a 35% após a transposição, teve a quantidade reduzida para quase 20% entre 2018 e 2019.

Em outubro de 2018, a Aesa havia informado que iria fazer uma fiscalização para saber o motivo da água do São Francisco não estar chegando até o açude de Boqueirão, ou se havia algum outro problema para o açude estar com o volume reduzido, uma vez que há um impasse sobre o assunto com Ministério da Integração.

Os órgãos não se entendem sobre as justificativas que expliquem os problemas com o volume do açude de Boqueirão. De um lado, a Aesa fala que a quantidade de água liberada da transposição é baixa, do outro, o Ministério da Integração afirma que está tudo normal. No fim, cerca de 1 milhão de pessoas continuam sem respostas para a duvidosa situação hídrica na região de Campina Grande.

As águas da transposição do rio São Francisco começaram a chegar à bacia hidráulica do açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, em abril de 2017.

O açude, construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) estava com apenas 3% da capacidade total e os órgãos públicos já temiam um colapso no abastecimento, caso o manancial continuasse sem receber recargas.

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