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Dez dicas para passar em concursos

(20/01/2014)

Por JOÃO Trindade

trindadepequenanovaAs dicas a que se refere o título dizem respeito, evidentemente, à prova de Língua Portuguesa.

1. LER MUITO

Malba Tahan certa vez afirmou: “Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”, e eu acrescentei: “e não escreve”!

Costuma-se reclamar da interpretação de textos, mas os alunos, em geral, desdenham das aulas sobre interpretação, não leem e se preocupam excessivamente com a gramática.

Vejo muitos que dizem: “mas professor, eu leio muito: leio a Veja, a Folha de São Paulo…”.

Embora esse tipo de leitura seja útil, não serve para a prova de Português; é útil na prova sobre atualidades. Só o texto literário ensina a vida, a gramática, “abre” o raciocínio e prepara, realmente, para a interpretação.

Ler – e muito – Machado de Assis, Drummond, Rubem Braga, Graciliano Ramos, entre outros, prepara, realmente, para a interpretação.

Em geral, quando você fala nisso, o aluno exclama: – Mas não cai literatura nesse tipo de concursos; só cai em vestibular.

Ledo engano. Realmente, não se cobram as escolas literárias, mas a estrutura literária é fundamental para entendimento de textos. É bom frisar que as provas geralmente apresentam mais de um texto: um de natureza literária e outro de natureza jornalístico-científica; não são raros textos de Machado de Assis (crônicas) e Carlos Drummond de Andrade (crônica e poesia).

2. ESQUECER A EXPRESSÃO SEMPRE

Uma praga do ensino brasileiro é a mania que muitos professores têm de ensinar dizendo: “Isso é sempre assim…”.

Exemplos perniciosos e mentirosos:

O “lhe” é sempre objeto indireto.

Não é. Há frases em que o “lhe” é adjunto adnominal (dá ideia de posse), ou complemento nominal:

Exemplos:

A moça olhou, fixamente, o amigo e beijou-lhe a boca.

(Aqui, o “lhe” é adjunto adnominal: a frase dá ideia de posse. Beijou-lhe a boca = beijou a boca dele).

As decisões da Justiça lhe foram desfavoráveis.

(Aqui, o “lhe” é complemento nominal: as decisões foram desfavoráveis a ele; observe que a ele (= lhe) é complemento nominal).

O aposto vem sempre entre vírgulas.

Mentira. Há, inclusive, um aposto que não admite vírgula: o aposto especificativo.

Sempre haverá vírgula depois do “mas”.

Não é verdade. Só haverá vírgula depois de “mas” se o elemento que vem à frente o exigir.

Dez dicas para passar em concursos (final)

3. Estudar observando o contexto, e nunca a regra, isoladamente

Os concursos hoje são muito ligados à semântica (Ciência que estuda os significados). De modo que não adianta mais o candidato decorar regras; tem que observar o contexto.

Por exemplo:

Na frase: “O olhar dela e triste”, olhar é substantivo (está antecedido de artigo), embora a palavra olhar, isoladamente, seja verbo.

4. Conferir a organizadora do concurso

A esse respeito, a partir de hoje iniciaremos a série “De Olho nas Comissões”, em que analisaremos, a cada domingo, uma comissão diferente (veja final da coluna).

5. Aprender análise sintática

É bobagem querer passar em concurso sem saber, detalhadamente, a análise sintática. Para que se tenha uma idéia, dependem da análise sintática as questões sobre crase, regência, pontuação, concordância e colocação pronominal. São muitos os candidatos que nos dizem:

– Professor, quero aprender pontuação, mas não quero saber aquela história de sujeito e predicado, não.

Impossível.

Observe, por exemplo, o seguinte:

Há uma regra de pontuação que diz: “Quando a oração subordinada adverbial vier antes da principal, a vírgula será obrigatória; quando estiver no meio, idem; quando vier depois da principal, a vírgula é opcional”. Como o candidato aprenderá isso se não souber reconhecer uma oração adverbial?

6. Assuntos recorrentes em provas

Os assuntos que mais “caem” em prova são:

Correspondência de tempos verbais.

Transposição de vozes verbais.

Pontuação.

Interpretação de textos.

Crase.

Colocação pronominal.

Estrutura sintática do período.

Concordância verbal.

7. Não começar a prova pela interpretação de textos

O ideal é dar uma olhada na prova toda, fazer as questões mais fáceis (duas ou três) e ir para a interpretação de textos. Jamais deixe as questões de interpretação para o final. É suicídio!

8. Ter muito cuidado com apostilas; é preferível estudar por bons livros de gramática. Geralmente, as apostilas, no intuito de simplificar, terminam prejudicando o leitor com informações parciais e, por conseguinte, erradas

Exemplo:

São muitas as apostilas que ao falar sobre adjunto adnominal dizem:

“Classes de palavra que são, sintaticamente, adjuntos adnominais:

a)artigos.

b)pronomes.

c)numerais.

d)adjetivos.

e)locuções adjetivas.”

Ora, nem todo pronome ou numeral é adjunto adnominal. Só exercem tal função o pronome adjetivo e o numeral adjetivo.

Exemplos:

“Teu sonho não acabou” (teu=adjunto adnominal).

Meu sonho é teu (teu=predicativo do sujeito).

Duas pessoas ficaram feridas (duas=adjunto adnominal).

“Éramos seis” (seis=predicativo do sujeito).

O adjetivo, por sua vez, só será adjunto adnominal se estiver preso ao substantivo; se não, será predicativo.

Ela vestia uma saia curta (curta= adjunto adnominal).

Ela chegou à reunião, chateada (chateada = predicativo do sujeito).

9. Jamais acreditar, totalmente, em macetes. Nenhum macete é 100%. O ideal mesmo é aprender, mesmo que isso às vezes demande tempo. Não há mais provas decorebas, que possam ser resolvidas por macetes.

10. Não deixar para estudar somente quando sair o edital. É impossível se preparar em tão pouco tempo.

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