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Idoso decide atravessar o Oceano Atlântico em um barril

(05/02/2019)
Idoso decide atravessar o Oceano Atlântico em um barril Idoso decide atravessar o Oceano Atlântico em um barril Idoso decide atravessar o Oceano Atlântico em um barril

Um homem de 72 anos decidiu atravessar o Oceano Atlântico dentro de um barril. A ideia maluca partiu de Jacques Savin, navegador e aventureiro francês.

O barril é na verdade um OFNI (“objeto flutuante não identificado”, segundo o próprio criador), uma cápsula feita de fibra de vidro, sem velas, motor ou propulsões, que avança empurrada apenas pelo vento e as ondas do mar.

O barril-navegador de Savin tem três metros de comprimento por 2,10m de diâmetro. Uma cama, uma pia (com água extraída do mar e dessalinizada), um fogareiro, um assento e compartimento onde ele guarda o estoque de comida liofilizada (um tipo de alimento desidratado), com quantidade para cerca de três meses no mar. Tem, também, uma portinhola de acesso e três janelinhas, uma delas no fundo, para ele poder observar os peixes que passam.

Sem controle ou poder para decidir em que direção ser levado, Jacques supõe que vai “chegar em uma ilha do Caribe”.

Apesar da ousadia, o aventureiro realizou um trabalho de preparo incrível para a empreitada. Ele escolheu as correntes marítimas que cruzam o oceano, o que o manterá numa rota mais ou menos previsível, com exceção dos desvios provocados pelas mudanças de correnteza e ventos.

Savin mantém uma página de Facebook onde se comunica diariamente, relatando sua aventura para o mundo.

Jacques Savin tem 72 anos e um respeitável histórico de aventuras. Ele é triatleta, ex-paraquedista, ex-piloto de aviões e ex-guarda de parques de animais selvagens na África e já atravessou o Atlântico navegando quatro vezes – em barcos convencionais.

“Não sou o capitão do barco, e sim um passageiro do oceano. Ele me leva para onde quiser”, disse o aventureiro.

Savin tem avançado a uma velocidade média de apenas 2 ou 3 km/h (menos do que uma pessoa caminhando) e assim pretende chegar ao Caribe, a 4.500 quilômetros de distância de seu ponto inicial. Mas ele não tem pressa, até porque, mesmo que quisesse, nada poderia fazer para acelerar sua jornada.

“Passo o tempo lendo, escrevendo, checando o barril e lançando marcos na água, para ajudar uma instituição oceanógrafa a analisar as correntes marítimas”, diz. “De vez em quando, também me exercito, nadando ao lado do barril, mas preso a ele por uma corda”. Quando a natureza ajuda, o francês consegue avançar quase 100 quilômetros por dia, embora nem sempre na direção desejada. No início da jornada, seu barril foi empurrado pelas ondas e pelo mau tempo na direção Norte, contrária ao seu objetivo, mas agora já retomou, sozinho, o rumo do Caribe.

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