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Joesley chama Temer de ‘chefe de organização criminosa’

(17/06/2017)
Joesley chama Temer de ‘chefe de organização criminosa’ Joesley chama Temer de ‘chefe de organização criminosa’

Em entrevista publicada na edição deste fim de semana da revista “Época”, o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, chamou o presidente da República, Michel Temer, de “chefe de organização criminosa”.

Na entrevista, o dono do frigorífico JBS, delator da Operação Lava Jato, também reafirma as denúncias que fez ao Ministério Público e à Polícia Federal contra as cúpulas de PT, PMDB e PSDB.

A entrevista de Joesley Batista ocupa 12 páginas da edição impressa da edição de “Época” desta semana. O empresário inicia explicando como e quando os políticos começaram a agir como “organizações criminosas”.

Segundo Joesley Batista, tudo começou há cerca de 10, 15 anos, quando surgiram grupos com divisão de tarefas: um chefe, um operador e um tesoureiro. Segundo o empresário, são organizações criminosas que existem, segundo o empresário, para ganhar dinheiro cometendo crimes.

Na entrevista, Joesley afirma que esses esquemas organizados começaram no governo do PT e diz que “Lula e o PT” institucionalizaram a corrupção com a criação de núcleos, divisão de tarefas entre integrantes, em estados, ministérios, fundos de pensão e bancos, entre os quais o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O resultado, para o empresário, é que hoje o estado brasileiro está dominado por organizações criminosas. Segundo Joesley, o modelo foi reproduzido por outras legendas.

O dono da JBS diz também que, na maioria dos casos, os pagamentos viraram uma obrigação. Ele cita, como exemplo, o ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma Rousseff, Guido Mantega.

Joesley diz: “Olhe o caso do Guido. ‘O BNDES comprou ações e investiu na sua empresa. Como você não vai me dar dinheiro?'”.
“Época” questionou se essa prática funcionava como um contrato informal. Joesley confirma e acrescenta que ele e a JBS nunca pagaram “um centavo” de propina dentro do BNDES, “do presidente Luciano Coutinho ao técnico mais júnior”.

Joesley diz que todas as relações que tinha com o banco eram “republicanas”.

A revista pergunta a razão para pagar propina para Guido e para o PT se as relações com o BNDES eram republicanas.

Joesley diz que pagava porque estava nas mãos do governo. “Era só o Guido dizer no BNDES que não era mais do interesse do governo investir no agronegócio e pronto. Segundo Joesley, “bastava uma mudança de diretriz de governo para acabar com o negócio”.

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  • FINALMENTE ESSA SEMANA O BRASIL VAI VER QUEM REALMENTE MERECE IR PARA TRÁS DAS GRADES . VIVA A JUSTIÇA !