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(01/03/2014)

Por Ramalho Leite

ramalholeitepequenaPara quem não sabe fui eu que inventei essa história de arquibancada nos carnavais de João Pessoa. A primeira delas foi armada na Lagoa do Parque Solon de Lucena e vítima de atropelamento. Um jeep transformado em carro alegórico prendeu o acelerador e jogou-se contra o povo. Terminei o dia no Pronto Socorro que ficava a poucos passos do local do acidente, socorrendo os feridos. O prefeito era Dorgival Terceiro Neto entusiasta da idéia que contou com a participação decisiva do querido Barbosinha-jornalista Sebastião Barbosa e do imortal Cabral Batista eterno presidente da Federação Carnavalesca, além do radialista Cardivando de Oliveira.

O carnaval começava com o Festival de Músicas Carnavalescas também iniciativa da nossa equipe e que revelou muitos astros da musica tendo em Livardo Alves um dos melhores participantes. Na apresentação das músicas concorrentes o acompanhamento era dos músicos da PM incorporados à Banda 5 de Agosto.A orquestra do Maestro Vilô e a presença de Claudionor Germano muso do frevo pernambucano eram destaques do encerramento do festival.

Na etapa seguinte a eleição do Rei e da Rainha do Carnaval. Eleitos, suas majestades recebiam a chave da cidade e reinavam durante o tríduo momesco. Participava todos os anos da comitiva real. Éramos bem recebidos em todas as agremiações: Cabo Branco, Astreia,Internacional de Cruz das Armas, Esquadrilha V ( alguém se lembra?), Clube dos Oficiais e até o Jangada Clube. A diretoria desse sodalício ( que nome ) certa feita quis impedir a entrada da comitiva real em virtude da participação de uma casal que não era casado legalmente. Comuniquei a Zé Américo Filho que nós voltaríamos da portaria. Ou entrávamos todos ou nenhum. Entramos todos.

No Cabo Branco um moleque boa pinta misturou por baixo da mesa a cerveja do Rei Momo. De longe vi o despropósito e corri para impedi-lo de beber a loura contaminada. Foi tarde, o gordo era louco por uma cervejinha e despejou o líquido de goela abaixo sem notar que a cerveja estava muito mais amarga e salgada.

Durante o dia um carro especial fazia o corso conduzindo o Rei e a Rainha com o nosso Barbosinha como pajem. A partir do meio dia a festa era na AABB, tradicional baile que reunia a juventude e os mais velhos que resistiam mesmo depois da noitada do Cabo Branco ou do Astreia.

O major Ciraulo que inventou o Trio Elétrico ( não foi Dodô e Osmar na Bahia) ainda botava na rua o seu famoso Bloco motorizado e Willys Leal, à época um elétrico participante do corso, ainda hoje tenta reconstituir essa romântica história dos nossos carnavais. Por que eu estava incorporado ao espírito de Momo ? Esqueci de dizer: à época eu era secretário da Prefeitura de João Pessoa.

CO-AUTORIA

Já entrava pela noite a cansativa sessão vespertina da Assembléia Legislativa da Paraíba. A bancada do Governo, que eu liderava, tinha interesse no encerramento dos trabalhos para não prolongar os ataques da aguerrida oposição. Manoel Gaudêncio, deputado de horário britânico gostaria de voltar mais cedo para casa, para curtir a brisa da praia de Manaíra e acelerar providencias no Hotel do mesmo nome, de sua propriedade. Na Mesa dormitava um requerimento de prorrogação da sessão. De repente, Manoel me chama ao banheiro que ficava por trás da Mesa Diretora e me mostra um papel. Era o requerimento de prorrogação da sessão que sorrateiramente, surrupiara da pasta do secretário. Olha para mim e propõe:

– Pegue nesta ponta do papel que eu pego na outra. Amanhã você não vai dizer que fui eu o autor do furto de requerimento…

E juntos, rasgamos a prorrogação da sessão, deixando os pedaços cair no sanitário. Poucos minutos depois, como não havia requerimento em Mesa, foi encerrada a sessão, para nossa alegria. (Do livro EM PROSA E NO VERSO)

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