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::Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira ::Avião com presidente e jogadores do Palmas Futebol e Regatas cai logo após decolar e deixa seis pessoas mortas ::Vacina de Oxford será distribuída para municípios da Paraíba nesta segunda ::Operação conjunta da PRF e Polícia Militar apreende um veículo clonado em Sumé ::Em nova avaliação do Plano Novo Normal, Paraíba tem 200 cidades na bandeira amarela ::Homem morre após sofrer queda de moto em estrada na região do Cariri ::Batinga passa a integrar a Academia Paraibana de Engenharia ::Paraíba recebe neste domingo 34.380 doses da vacina de Oxford/Fiocruz contra a covid-19 ::Polícia Militar prende três pessoas e desarticula esquema de tráfico de drogas no Cariri ::Prefeito Felício Queiroz determina divulgação de lista de vacinados no município de São José dos Cordeiros Malves Supermercados

Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou, na tarde deste domingo (25), a quantidade de doses que cada município paraibano terá direito das 36 mil vacinas desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pela farmacêutica AstraZeneca recebidas do governo federal. Segundo a SES-PB, o objetivo principal é ampliar a cobertura vacinal dos profissionais da saúde da Paraíba.

Em contato com o portal WSCOM, a Secretaria confirmou que a distribuição para os 223 municípios acontecerá nesta segunda-feira (25) e que ela seguirá o mesmo plano já adotado na última semana, quando chegaram 114 mil doses da vacina fabricadas pelo Butantan. João Pessoa, por exemplo, terá direito a 11.850 doses do imunizante.

Sobre a destinação das doses, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, explicou que o Ministério da Saúde é quem determina qual público a ser imunizado: “São 36 mil doses para ampliar a cobertura vacinal dos profissionais de saúde em serviços de referência Covid-19 e que tem contato com pacientes”. As doses recebidas neste domingo atenderão 35.090 profissionais de saúde. A segunda dose será aplicada em um intervalo de 12 semanas e ainda não foram envidas aos Estados.

Para dar apoio à logística de distribuição, uma operação que envolve as Secretaria de Segurança Pública e da Saúde operacionaliza a distribuição por meio aéreo e terrestre para todas as 12 Regiões de Saúde do Estado, onde os municípios retiram as doses determinadas pelo Ministério da Saúde, respeitando o critério populacional. Geraldo Medeiros lembrou que os municípios são responsáveis legais pela aplicação das doses no público determinado.

“Neste momento, foram destinadas doses para vacinar os profissionais de saúde diretamente vinculados às zonas Covid-19 e isto deve ser absolutamente cumprido. Com a chegada de novos lotes, no futuro, poderá ser ampliado para aqueles que têm contato eventual”, acrescentou.

Confira a lista por cidades clicado AQUI.

Avião com presidente e jogadores do Palmas Futebol e Regatas cai logo após decolar e deixa seis pessoas mortas

Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira

Um avião com parte da equipe do Palmas Futebol e Regatas, time da Série D, caiu na manhã deste domingo (24), pouco após decolar, no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional (TO). Quatro jogadores, o presidente da agremiação, Lucas Meira, de 32 anos, e o piloto da aeronave morreram.

Os atletas que morreram são Lucas Praxedes, de 23 anos; Guilherme Noé, de 28 anos; Ranule, de 27 anos e Marcus Molinari, de 23 anos. O piloto foi identificado como Comandante Wagner.

A equipe enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde em Goiânia. A partida estava programada para esta segunda-feira (25). O Vila Nova emitiu nota lamentando o acidente e informando que vai colaborar para o adiamento da partida.

Imagens feitas no local mostram que a aeronave ficou completamente destruída com o choque. Além do IML e dos Bombeiros, equipes da Polícia Militar estão no local prestando apoio.

O presidente do time, Lucas Meira, chegou a ser candidato a vice-prefeito de Palmas na chapa da vencedora das eleições Cinthia Ribeiro (PSDB). Ele acabou deixando a coligação alegando motivos pessoais. A prefeita emitiu nota lamentando o acidente e se solidarizando com as famílias.

Veja a nota divulgada pelo Palmas Futebol e Regatas:

O Palmas Futebol e Regatas vem por meio desta informar que por volta das 8h15 da manhã deste domingo, 24, ocorreu um acidente aéreo envolvendo o presidente do clube Lucas Meira, quando decolava para Goiânia, para a partida entre Vila Nova x Palmas nesta segunda, 25, válida pela Copa Verde. O avião em que Lucas estava junto com o comandante Wagner e os atletas Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, decolou e caiu no final da pista da Associação Tocantinense de Aviação. Lamentamos informar que não há sobreviventes. Neste momento de dor e consternação, o clube pede orações pelos familiares aos quais prestará os devidos apoios, e ressalta que no momento oportuno voltará a se pronunciar

Vacina de Oxford será distribuída para municípios da Paraíba nesta segunda

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A Secretaria de Saúde da Paraíba recebeu, neste domingo (24), 36 mil doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pela farmacêutica AstraZeneca. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal dos profissionais da saúde da Paraíba. A distribuição para os municípios acontecerá nesta segunda-feira (25) e seguirá o mesmo plano já adotado na última semana, quando chegaram 114 mil doses da vacina fabricadas pelo Butantan.

Sobre a destinação das doses, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, explicou que o Ministério da Saúde é quem determina qual público a ser imunizado: “São 36 mil doses para ampliar a cobertura vacinal dos profissionais de saúde em serviços de referência Covid-19 e que tem contato com pacientes”. As doses recebidas neste domingo atenderão 35.090 profissionais de saúde. A segunda dose será aplicada em um intervalo de 12 semanas e ainda não foram envidas aos Estados.

Para dar apoio à logística de distribuição, uma operação que envolve as Secretaria de Segurança Pública e da Saúde operacionaliza a distribuição por meio aéreo e terrestre  para todas as 12 Regiões de Saúde do Estado, onde os municípios retiram as doses determinadas pelo Ministério da Saúde, respeitando o critério populacional. Geraldo Medeiros lembrou que os municípios são responsáveis legais pela aplicação das doses no público determinado. “Neste momento, foram destinadas doses para vacinar os profissionais de saúde diretamente vinculados às zonas Covid-19 e isto deve ser absolutamente cumprido. Com a chegada de novos lotes, no futuro, poderá ser ampliado para aqueles que têm contato eventual”, acrescentou.

Até este domingo, a Paraíba já recebeu duas remessas de vacinas contra Covid-19. Foram 114.800 mil doses da vacina Coronavac/Butantan (quantitativo para dose 1 e dose 2), destinadas a quatro públicos: indígenas aldeados (100%), idosos em asilos e abrigos (100%), pessoas com deficiência em abrigos (100%) e profissionais de saúde (34%) e mais 36 mil doses da Vacina de Oxford/Astrazenica (dose 1) destinadas aos profissionais de saúde (27%). Ainda não há data para o recebimento de novos lotes nem o início da vacinação em outros grupos.

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Operação conjunta da PRF e Polícia Militar apreende um veículo clonado em Sumé

Em nova avaliação do Plano Novo Normal, Paraíba tem 200 cidades na bandeira amarela

Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira

O Governo da Paraíba publicou, neste sábado (23), a 17ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba que passa a vigorar a partir desta segunda-feira (25) (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb ). O documento aponta que 90% das cidades paraibanas (200) estão classificadas na cor amarela; 20 municípios devem ter a mobilidade restrita, uma vez que estão classificados em bandeira laranja; e os municípios de Cacimba de Dentro, Mulungu e Tacima são os únicos classificados na bandeira verde. Não há municípios avaliados na bandeira vermelha, que indica mobilidade impedida.

O secretário executivo de Gestão de Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, atribui a estabilidade nesta fase da avaliação às medidas preventivas adotadas em dezembro pelo Governo da Paraíba e ratificadas pelos Ministérios Públicos e Poder Judiciário, que “foram capazes de mitigar parte considerável dos efeitos negativos cumulativos das grandes aglomerações que se dariam em função das festividades de final de ano”.

Os esforços para que se contenham as evoluções da situação pandêmica para pior devem ser mantidos e dependem da decisão de cada uma das pessoas em seguir protegendo suas vidas por meio dos métodos e comportamentos reconhecidamente efetivos para conter a disseminação do novo coronavírus. Beltrammi alerta para os cuidados que ainda devem ser adotados na temporada de veraneio e carnaval:  “Merecem máximo empenho de todas as paraibanas e paraibanos no sentido de seguirem usando máscaras com frequência, não se aglomerar”

Taxa de Reprodução Viral – Os números efetivos de reprodução viral (Rt) têm assumido trajetória de crescimento estável no estado. Os dados são do Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba (https://obsrpb.shinyapps.io/rt_estim/ ).

O Brasil, em 22/01/2021, apresentou comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt de 1,1046; acima de 1,0; logo demonstrando alto potencial de disseminação viral sustentada e com tendência de estabilidade. A Paraíba apresentou, em 22/01/2021, comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt 1,0604; e Rt diário de 1,0803, o que representa tendência de transmissibilidade ativa do novo coronavírus no estado.

A análise dos dados indica que “há riscos reais e sustentados de crescimento persistente dos números de casos, internações hospitalares e óbitos nas próximas duas quinzenas, no Estado da Paraíba”, afirma Daniel.

O relatório também faz menção ao início da campanha de vacinação contra a Covid-19 que já começou em todas as cidades da Paraíba, porém o secretário reforça que “a chegada das vacinas representa uma importante ferramenta para combatermos este inimigo invisível, mas não pode ser motivo para que abandonemos o uso de máscaras, manutenção do distanciamento social e lavagem das mãos. Não é tempo para aglomerações em festas, celebrações, almoços e jantares, mesmo que ao ar livre durante o verão. Os riscos de contágio pela Covid-19 seguem elevados em toda Paraíba. É tempo de cuidado e autoproteção!”

Homem morre após sofrer queda de moto em estrada na região do Cariri

Batinga passa a integrar a Academia Paraibana de Engenharia

A Academia Paraibana de Engenharia da Paraíba, presidida pelo engenheiro Sérgio Rolim, em reunião extraordinária realizada esta semana, proclamou a posse do engenheiro civil Carlos Alberto Batinga Chaves.

Carlos Batinga tem formação em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Paraíba, com especialização em Planejamento de Transportes pela Universidade Federal de Pernambuco, e é um dos mais renomados profissionais da área, tendo trabalhado em João Pessoa, Salvador e Natal.

Paralelo as suas atividades profissionais, Carlos Batinga foi prefeito do município de Monteiro por dois mandatos e exerceu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Além de Carlos Batinga também foram declarados empossados os engenheiros civis Francisco Buega Gadelha, Rosendo Rodrigues e José William Montenegro Leal.

A solenidade de posse deverá ser programada após a vigência dos protocolos de proteção recomendados pelas organismos de saúde em combate a pandemia.

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Paraíba recebe neste domingo 34.380 doses da vacina de Oxford/Fiocruz contra a covid-19

Polícia Militar prende três pessoas e desarticula esquema de tráfico de drogas no Cariri

Prefeito Felício Queiroz determina divulgação de lista de vacinados no município de São José dos Cordeiros

Operação apreende fuzil e dinamite com grupo suspeito de assaltos a bancos

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40% reprovam governo Bolsonaro e 31% aprovam, aponta pesquisa Datafolha

Monteiro registra mais 49 novos casos de Covid-19

Nota Informativa
Atualizada em 22/01/2021

A Secretaria Municipal de Saúde de Monteiro informa que nesta Sexta-feira, 22, tivemos mais 49 novos casos CONFIRMADOS para Covid-19.

Sendo 20 (vinte) casos de 04, duas pacientes de 20 anos, 21, duas pacientes de 26 anos, 27, 30, dois pacientes de 35 anos, 37, 38, 49, quatro pacientes de 52 anos, 56, 71 e 73 anos de idade, sexo feminino e 29 (vinte e nove) casos de 14, dois pacientes de 19 anos, 22, 24, dois pacientes de 25 anos, três pacientes de 27 anos, 28, dois pacientes de 29 anos, 31, 33, 38, dois pacientes de 39 anos, 42, 44, 48, 51, 53, 55, 61, 62, 69, 77 e 88 anos de idade, masculino. Foram orientados a realizar o isolamento domiciliar e estão sendo monitorados pela equipe de Vigilância em Saúde e Unidades Básicas de Saúde do Município.

Registramos mais dois óbitos: uma paciente de 69 anos, sexo feminino, hipertensa, que estava internada no Hospital Regional Santa Filomena, em Monteiro, e um paciente de 83 anos, sexo masculino, hipertenso, que encontrava-se internado no Hospital Pedro I em Campina Grande.

Totalizamos até esta data 12 (doze) pacientes internos, sendo 02 (dois) pacientes no Hospital das Clínicas, 07 (sete) pacientes no Hospital Pedro I e 01 (um) paciente no Hospital de Trauma, todos em Campina Grande e 02 (dois) pacientes no Hospital da Unimed, em João Pessoa, todos em quadro estáveis.

Atestamos que nesta data foram registrados mais 17 (dezessete) novos casos recuperados, totalizando 1725 casos recuperados da COVID-19.

⚠Reforçamos a importância de toda população seguir as orientações do distanciamento social, o uso de máscaras, a higienização das mãos com álcool 70% e demais medidas apresentadas pela Secretaria de Saúde.

 

Mesmo com lote vindo da Índia e CoronaVac a mais, Brasil tem doses para vacinar só 40% de prioritários

Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira Veja a nova quantidade de vacinas que municípios paraibanos receberão nesta segunda-feira

O Brasil passou a contar nesta sexta-feira (22/01) com mais 6,8 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus, depois de uma decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da chegada de um carregamento vindo da Índia.

A carga que desembarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) trouxe, depois de uma semana de espera, 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca, aprovadas no domingo passado pela Anvisa juntamente com outras 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China — e que já estão sendo aplicadas pelos Estados e municípios em suas campanhas de vacinação.

E, também nesta sexta, a Anvisa deu aval para o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da CoronaVac, essas rotuladas e embaladas pelo Instituto Butantan em São Paulo.

Com isso, o Brasil passa a contar até agora com 12,8 milhões de doses de vacinas para enfrentar a pandemia.

No entanto, embora a notícia seja de se comemorar, esse montante só dá conta, na prática, de imunizar o equivalente a 40,3% da população definida pelo governo federal como prioritária para a fase inicial da imunização.

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, publicado em dezembro pelo governo Bolsonaro, estabelece que a primeira fase da campanha de vacinação contra covid-19 no país deve ter como população-alvo trabalhadores da saúde, pessoas de 75 anos ou mais, pessoas com mais de 60 anos que estejam em casas de repouso ou clínicas geriátricas, população indígena e povos e comunidades ribeirinhas.

Nas contas do Ministério da Saúde, isso totaliza 14,8 milhões de pessoas, que exigirão 31,7 milhões de doses, já que todas as vacinas existentes no momento dependem da aplicação de duas doses (necessariamente da mesma vacina) em cada pessoa.

Novo pedido de aprovação à Anvisa
O segundo pedido de uso emergencial da CoronaVac à Anvisa havia sido anunciado recentemente por Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan — estas 4,8 milhões de doses, ao contrário do primeiro lote da CoronaVac, não vieram prontas da China, mas sim foram envasadas no Brasil pelo próprio instituto.

O Butantan afirma que a aprovação desta sexta-feira valida a produção nacional de um total de 40 milhões de doses da CoronaVac, pelo mesmo processo (e, portanto, sem a necessidade de um terceiro pedido de aprovação na Anvisa).

Um percalço, porém, é que essa produção total depende de insumos que o Brasil está tendo dificuldades de importar da China. O mesmo entrave está sendo enfrentado para a produção nacional da vacina da AstraZeneca, pela Fiocruz.

Na última semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello afirmou que “a China não tem dado celeridade aos documentos de exportação necessários para que o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) saia e venha para o Brasil”.

Procurada pela BBC News Brasil na quarta-feira (20/01), a Embaixada do Brasil na China disse que está “em contato com as autoridades chinesas e com a empresa responsável pelo fornecimento dos insumos para identificar a melhor maneira de resolver a questão”.

A Fiocruz afirmou que a falta de previsão de entrega desses insumos pode atrasar a entrega do primeiro lote da vacina da AstraZeneca produzida no Brasil e esperada para 8 a 12 de fevereiro.

As doses da AstraZeneca são parte crucial do plano de vacinação do governo federal, que diz esperar contar com 100,4 milhões delas até julho deste ano.

Quanto da população precisa ser imunizada?
A disponibilidade de mais doses e o compasso de espera pelos insumos se insere na complexa discussão de o quanto uma população precisa estar vacinada para que o vírus de fato deixe de circular — e para que as pessoas possam retomar à vida normal pré-pandemia.

Não é uma conta fácil, uma vez que depende tanto da eficácia de cada vacina quanto da velocidade de circulação do vírus (um fator que ainda está sendo estudado, diante de um vírus relativamente novo para a ciência).

Em entrevista à BBC News Brasil em 19 de janeiro, a epidemiologista Carla Domingues, que comandou o Programa Nacional de Imunizações do Brasil entre 2011 e 2019, afirmou que estudos internacionais têm apontado que seria necessário vacinar cerca de 70% de uma população para o vírus de fato arrefecer.

Na ponta do lápis, 70% da população brasileira consiste em 147 milhões de pessoas, o que exigiria, então, a oferta de quase 300 milhões de doses para trazer proteção ampla.

“É um assunto controverso e com opiniões bem diversas, principalmente porque depende da capacidade de proteção de cada vacina”, explica à BBC News Brasil Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia.

Ou seja, é preciso levar em conta os resultados das fases 3 de testes clínicos das vacinas ofertadas.

A CoronaVac — por enquanto a vacina com maior prevalência no Brasil — ofereceu, nos testes feitos no país, proteção global de 50,38%. A da AstraZeneca, 70,4%.

“Uma vacina que tem uma capacidade menor de impedir o contágio — por exemplo a CoronaVac, com uma proteção de cerca de 50% — vai exigir mais gente sendo imunizada do que (se fosse com) a vacina da Pfizer, que tem 95% de proteção contra o contágio”, prossegue Urbano.

“Se tivermos a CoronaVac como foco, então acredito que entre 50% e 70% da população precisará ter se vacinado, para termos o início de um efeito rebanho (quando a proteção coletiva trazida pela vacina impede a circulação ampla do vírus).”

Esse 70% da população vacinada com um imunizante que garante proteção a cerca de metade dos vacinados faria com que, no fim das contas, um terço da população total estivesse totalmente protegida, prossegue o médico. “Mas isso é difícil de prever”, agrega o médico.

Vale lembrar que a CoronaVac apresentou eficácia maior (78%) ao evitar que pessoas infectadas com o coronavírus precisassem de atendimento médico e maior ainda ao evitar que essas mesmas pessoas desenvolvessem sintomas graves de covid-19.

Na prática, uma pessoa não vacinada exposta ao vírus tem o dobro de chance de desenvolver a covid-19 em relação a alguém que for vacinado com o imunizante.

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 diz que o país está em negociações para obter 350 milhões de doses de diferentes vacinas.

Parte significativa desse montante, porém, se refere a memorandos de entendimento com fabricantes para as quais ainda não há pedidos de aprovação na Anvisa nem expectativa concreta de recebimento de lotes, como a Pfizer e a Janssen.

Ouro Velho é exemplo na aplicação de vacinas

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